Conheça as tecnologias que foram expostas na Mostra de Tecnologias Sustentáveis
Conheça as tecnologias que foram expostas na Mostra de Tecnologias Sustentáveis
As tecnologias expostas na Mostra foram desenvolvidas por ONGs, centros de tecnologia, institutos de pesquisa, universidades, empreendedores sociais e empresas.
No período de 10 de março a 13 de abril diversas organizações e pessoas físicas inscreveram suas iniciativas para concorrer a um processo de seleção composto por etapas e critérios de avaliação descritos em regulamento publicado neste website.
O processo de seleção das tecnologias expostas foi conduzido por um Comitê Curador composto pelos seguintes profissionais e acadêmicos:
Carlos Miller - Instituto de Permacultura da Amazônia (IPA)
Carlos Sartor - Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Clayton Campanhola - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)
Fernanda Abbud - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)
Giovanni Barontini - Carbon Disclosure Project (CDP)
Hélio Mattar - Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
João Gilberto Azevedo - Instituto Ethos
José Henrique Gabetta - Renove
Larissa Barros - Rede de Tecnologia Social (RTS)
Luiz Bouabci - Ashoka
Marcus Fuchs - Avina
Orestes Gonçalves - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP)
Paulo Itacarambi - Instituto Ethos
Pedro Arcuri - Embrapa Gado de Leite
Vanderley John - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS)
Wilson Passeto - ONG Água e Cidade
Também foram expostos na Mostra de Tecnologias Sustentáveis os 5 projetos finalistas do Prêmio Inovação em Sustentabilidade, uma parceria entre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Instituto Ethos.
Segue abaixo a relação de iniciativas expostas durante o evento:
CIDADES SUSTENTÁVEIS
CULTURA CIDADÃ
Programa Caixa de Diversidade
Organização: Caixa Econômica Federal
Contato: laura.macedo@caixa.gov.br
Numa atitude inovadora, a Caixa Econômica Federal desenvolveu um projeto que aborda um tema historicamente evitado na no contexto empresarial, a transparência dos dados, que são acessíveis a todos os empregados; e a adoção de políticas que contemplam uma questão polêmica: a diversidade na empresa.
Com esses objetivos, o programa CAIXA DE DIVERSIDADE tem início com um diagnóstico; e propõe e desenvolve ações de caráter educativo e informático; atuando em duas vertentes: ouvindo o empregado, através de oficinas, grupos, focais, chats e outros canais de comunicação; e adotando ações e políticas que promovem a diversidade.
Com essas ações, a CAIXA visa melhorar o clima organizacional, promover a igualdade de oportunidades, valorizar as diferenças na formação das equipes de trabalho, inovar os modelos de gestão, melhorar os resultados financeiros da organização e estabelecer o respeito às diferenças individuais, no tratamento entre colegas e clientes, fornecedores e parceiros; envolvendo os empregados na construção de soluções anti-discriminatórias.
Workshop Surdodum - Musicalização Inclusiva
Organização: Instituto Surdodum
Contato: surdodum@hotmail.com
A surdez afeta 10% da população mundial. Um número que nos países subdesenvolvidos representa cerca de 4 em cada 100 habitantes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
O projeto Workshop Surdodum, desenvolvido pelo Instituto Surdodum, é um processo de ensino-aprendizagem, que tem como objetivo reverter a exclusão social dos músicos surdos, através da musicalização (ritmo corporal / instrumental) e da confecção de instrumentos com materiais recicláveis.
A singularidade desta metodologia é se basear no aprendizado concreto, imediato, tátil e visual. E permite a participação não só de surdos, como profissionais das áreas de saúde e educação.
Projeto Juruti Sustentável
Organização: Alcoa Alumínio FGV-CES e Funbio
Contato: sustentabilidade@alcoa.com.br
Situada no extremo Oeste do Estado do Pará, Juriti viveu importantes ciclos econômicos, que se esgotaram sem promover um desenvolvimento estável.
Como parte das atividades da Alcoa do Brasil, a cidade vive, hoje, o início da lavra e do processamento de bauxita; causando diferentes expectativas na população, que oscila entre um receio às mudanças e uma esperança de prosperidade.
Para atuar neste contexto, a Alcoa procurou a parceria do World Resources Institute, da Fundação Getúlio Vargas e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, para a construção de um modelo de desenvolvimento local para Juriti e o entorno.
A agenda se baseia em 3 pilares (o Conselho Sustentável de Juriti, os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de Juriti e o Fundo para o Desenvolvimento de Juriti), que trabalha em conjunto e com a participação efetiva da sociedade local, buscando melhores condições de vida para a população, aliando conservação ao uso sustentável da biodiversidade da região.
Essa tecnologia, que será de domínio público, pode ser aplicada em diferentes intervenções empresariais, em ambientes delicados e vulneráveis.
Viveiros de Mudas da Mata Atlântica
Organização: Fundação Bradesco
Contato: 4165.otaviano@bradesco.com.br
Uma parceria entre a Fundação Bradesco e a ONG Fundação Mata Atlântica está recuperando a paisagem natural do entorno de 15 escolas da Fundação Bradesco situadas no ecossistema da Mata Atlântica; onde foram implantados miniveiros com capacidade para 5 mil mudas.
Como parte da metodologia do projeto, os alunos são estimulados a fazer um levantamento das áreas urbanas e rurais da região a serem reabilitadas. E junto com os professores, a comunidade e organizações não governamentais realizam ações de plantio e intervenções na paisagem local.
MelhorAR - Projeto de Rideshare (Carpool)
Organização: Believe Marketing Services
Contato: alexandre@simweb.com.br
O Projeto MelhorAR, uma plataforma WEB, permite que as pessoas interajam no ambiente corporativo, descobrindo a rota que cada um percorre e dias disponíveis para carona.
Ao estimular o compartilhamento do carro, essa tecnologia colabora com a diminuição da emissão de poluentes, com o trânsito e com a economia de recursos não renováveis, como a gasolina.
Além de compartilhar informações, o sistema desenvolvido por Lincoln Paiva e Alexandre Felipe Rei, possibilita o cálculo financeiro e ambiental e pontua as atitudes sustentáveis dos colaboradores.
Sua aplicação minimiza três grandes desafios enfrentados pelo Homem: preservar os mananciais de água, ter alternativas de energia e tratamento de resíduos.
Massa do Bem
Organização: Instituto3M de Inovação Social
Contato: cbcarvalho1@mmm.com
Fácil de fazer, com um baixo custo, a massa do bem é um alimento nutritivo que pode ser assado no formato das cumbucas, que servem de recipiente para as sopas servidas aos mais necessitados.
O principal objetivo da parceria formada pelo Instituto 3M de Inovação Social, Instituto de Tecnologia de Alimentos, Faculdades Metrocamp de Campinas e APAE Campinas é divulgar a receita da massa do bem, ampliando o número dos beneficiados pelo alimento.
Brastemp Independente - Eletrodomésticos e Serviços para Consumidores Portadores de Deficiência
Organização: Whirlpool S.A. - Unidade de Eletrodomesticos
Contato: willian_g@hotmail.com
Partindo da premissa que inclusão significa pensar em soluções que beneficiem um número cada vez maior de pessoas, a Brastemp desenvolveu um conjunto de soluções para os consumidores com deficiências auditiva, visual e física; com o objetivo de proporcionar mais autonomia e segurança no uso dos eletrodomésticos e serviços da empresa.
Entre outras soluções, o manual de instruções de alguns produtos ganhou uma versão narrada em CD, foi desenvolvido um adesivo em braile e um guia com orientações técnicas para a instalação dos eletrodomésticos da forma mais adequada para cadeirantes.
Uma iniciativa, inédita no Brasil, que demonstra que a inclusão na indústria de bens de consumo não depende necessariamente de tecnologias complexas ou grandes investimentos, mas sim do entendimento das necessidades das pessoas e como elas podem ser atendidas.
Arquitetas da Comunidade
Desenvolvedora: Joice Genaro Gomes
Contato: joice_genaro@yahoo.com.br
* FINALISTA DO PRÊMIO INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE
Arquitetas da comunidade é um projeto que disponibiliza os serviços de arquitetura, restritos à população de maior poder aquisitivo, à população de baixa renda, oferecendo desde o projeto arquitetônico personalizado de reforma ou construção da casa própria até a capacitação da mão-de-obra da construção civil.
Organizado por Joice Genaro Gomes, o projeto oferece dois tipos de serviços: o Programa Minha Casa, que tem como público alvo as famílias com rendimento entre 3 6 6 salários mínimos, e tem como objetivo melhorar a condição de habitabilidade, através de reformas e assessoria técnica, na fase da construção, e na regularização do imóvel junto à prefeitura; e o Programa Espaço Vivo, que disponibiliza serviços de assessoria a associações de moradores, em questões técnicas e legais.
Além desses programas, o projeto inclui ações como capacitação de mão-de-obra, formação de rede social de atuação (um banco de dados com o cadastro de habilidades dos moradores da comunidade) e auxílio ao acesso ao crédito.
Empreiteira Escola - Morar na Cidadania
Organização: Associação Lua NOva
Contato: luanova@luanova.org.br
* FINALISTA DO PRÊMIO INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE
A principal inovação do projeto Empreitada Escolar é a união dos setores público, privado e não governamental com a comunidade, para desenvolver tecnologias de alcance imediato a população vulnerável e de baixa renda, estruturando um desenho de política pública que possibilita a realização do sonho da casa própria.
Alinhado com o terceiro objetivo do milênio, o projeto, que é organizado pela Associação Lua Nova, se propõe a reduzir a vulnerabilidade de jovens mães e seus filhos em condição de grave risco social integrando projetos de educação, formação profissional e geração de renda na forma de Condomínios Sociais. E, ainda, ensinando famílias carentes a conquistar a moradia, ao demonstrar que é possível construir casas de baixo custo sem perder a qualidade.
A metodologia inclui ações de qualificação profissional; operacionalização e administração da Fábrica de Tijolos Ecológicos; mutirão para a construção; a formação de condomínios sociais; experimentação de novas técnicas ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis; transferência de tecnologia e gestão econômica.
HABITAÇÕES
Painel Solar para Devolução de Energia ao Sistema
Organização: intermediada por ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, Holanda
Contato: yomiwin@yahoo.com
Uma nova tecnologia, já testada e aprovada na Holanda, permite que o consumidor se transforme no seu próprio produtor de energia elétrica. Para isso, basta um simples kit gerador de eletricidade, que contém um painel e um adaptador.
O kit tem 25 anos de durabilidade e pode ser instalado em qualquer tipo de residência.
Compressor de Capacidade Variável VCC
Organização: Embraco
Contato: elaine_c_arantes@embraco.com.br
O coração de um sistema de refrigeração, o compressor é responsável pela geração de frio no interior de geladeiras e freezers. O grande paradoxo é que nos sistemas tradicionais, eles são dimensionados para as situações mais críticas de uso (no verão, por exemplo, o abre e fecha constante da porta). Porém, no dia-a-dia das residências, essas situações não são freqüentes. E por ser super dimensionado, o compressor causa um gasto desnecessário de energia.
Desenvolvido pela EECON, o Compressor de Capacidade Variável VCC otimiza o consumo energético em até 40%, através de um compressor que permite a variação da geração de frio em função do uso do equipamento; resultando em mais economia e uma melhor conservação dos alimentos.
O controle do compressor Embraco VCC é realizado através de um inversor, baseado em uso de microprocessadores e chaves eletrônicas de alto desempenho, que atua como um verdadeiro computador dedicado, cuja função é extrair do compressor a máxima eficiência energética que este possa oferecer.
Protótipo de Habitação de Interesse Social Casa Alvorada
Organização: Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação/UFRGS
Contato: danitubino@hotmail.com
Uma habitação de baixo custo, projetada para causar menor impacto ambiental e melhores condições de conforto e saúde para seus habitantes.
O projeto de moradias populares, desenvolvido pelo Grupo de Sustentabilidade – NORIE / UFRGS, usa uma tecnologia simples, que desmistifica a idéia de que só é possível causar um menor impacto ambiental através de um maior investimento financeiro na produção.
Entre outros benefícios do projeto, há uma redução dos consumos de água e energia e o ambiente interno da moradia fica livre de substâncias que fazem mal à saúde.
O projeto, que foi desenvolvido considerando as condições climáticas e culturais do Rio Grande do Sul, com algumas modificações, pode ser adaptado a outras realidades.
Fogões EcoEficientes
Organização: Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis
Contato: comunicacao@ider.org.br
Criada para substituir os fogões tradicionais a lenha em comunidades rurais afastadas, essa tecnologia tem como principais benefícios, a redução de doenças causadas pela poluição intra-domiciliar e o uso racional da biomassa como combustível para cocção de alimentos.
Segundo a OMS, anualmente 1,6 milhões de pessoas morrem em função de doenças causadas pela fumaça da queima da lenha.
Conceitualmente simples, o fogão Ecoeficiente, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis, privilegia a canalização dos gases aquecidos, a melhoria da transferência de calor para os alimentos, o isolamento térmico do ambiente externo e a tubulação de escape dos gases tóxicos. E sua estrutura é composta por uma base de metal, uma chaminé e tijolos refratários.
A principal inovação desta tecnologia sustentável é colaborar com vários Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, de forma abrangente. E já foi implantada em quatro estados, inclusive em áreas de proteção na Amazônia.
Sistema Modular Ecotelhado
Desenvolvedor: Paulo Renato Machado Guimarães
Contato: p.renato@ecotelhado.com.br
Desenvolvido pelos engenheiros Paulo Renato Machado Guimarães e João Manuel Linck Feijó, o Sistema Modular ECOTELHADO oferece inúmeros benefícios ao ambiente: reduz a energia usada na climatização de casas ou edifícios; diminui o fluxo pluvial, evitando enchentes; melhora a qualidade do ar urbano; e recompõe, com vegetação, áreas ocupadas por edificações.
O sistema é constituído por módulos leves drenantes, já vegetados, e composto de substrato de baixa densidade; e pode ser utilizado em praticamente todos os tipos de coberturas de edificações, sem custos expressivos de reformas, construções ou reforços estruturais, devido ao seu baixo peso.
Telhados Verdes
Desenvolvedor: Instituto Cidade Jardim
Contato: fabiana.scarda@cidadejardim.org
Uma das principais ferramentas para diminuir o efeito estufa e, ainda, uma adaptação às novas condições climáticas previstas pelos cientistas, o telhado verde já está sendo utilizado em grande escala nas maiores cidades do planeta.
No Brasil, ele é ainda pouco conhecido e utilizado.
E é justamente para atender a essa demanda, que o Instituto Cidade Jardim desenvolveu um modelo de telhado verde fácil de ser instalado, com baixa necessidade de manutenção, pouco peso extra sobre a estrutura e sem riscos de infiltrações.
O telhado verde pode ser adaptado a qualquer estrutura, abrindo a possibilidade técnica para a conversão de cidades inteiras para o conceito de cidades verdes.
Cobograma
Desenvolvedor: Aldenio Barreto
Contato: aldenio@superig.com.br
O projeto Cobograma propõe uma solução que possibilita que qualquer solo se transforme em um gramado permanentemente saudável, onde as pessoas e os veículos o sobrevoam tocando apenas em algumas folhas, que voltam à suas posições iniciais após a passagem dos pés e pneus.
Desenvolvido por Aldenio Barreto, o cobograma é um pré-fabricado com apoios que sobem até 2 cm acima das superfícies gramadas; mantendo as características de fertilidade e drenabilidade do solo.
Torre Sustentável para Habitações de Baixa Renda no Brasil
Desenvolvedora: Maria Andrea Triana
Contato: andreatriana@floripa.com.br
No setor residencial, o aquecimento de água através do chuveiro elétrico, representa em média, 24% do consumo de energia do país; e cerca 30% do consumo de água das residências é gasto para fins não potáveis.
Seguindo estas premissas, o Laboratório de Eficiência Energética da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveu um produto para as habitações de baixa renda, o Torre Sustentável, que oferece soluções para o uso da água de chuva, a água potável e o aquecimento solar de água.
Composta por um reservatório, com capacidade para duas vezes o consumo familiar diário, a Torre compensa a descontinuidade do abastecimento de água pela companhia de abastecimento; ao aumentar a altura da caixa e conseqüentemente a pressão nos pontos de consumo.
O Sistema de aquecimento solar, por sua vez, é composto por um reservatório de água quente com capacidade para 200 L, que funciona por termo-sifão; mais fácil de ser instalado do que os sistemas convencionais; e que também serve como cobertura para a área do tanque de lavar roupa.
Já o sistema de aproveitamento de água de chuva possui um reservatório “cisterna” com capacidade para 3,6 m3, projetado para atender a demanda de água não potável da residência (descarga de vaso sanitário, tanque e maquina de lavar roupa).
Além de inovador, o projeto amplia o acesso e racionaliza o uso da água nas comunidades mais carentes.
Forno para População de Baixa Renda
Organização: intermediada por ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, Holanda
Contato: yomiwin@yahoo.com
Desenvolvidos e comercializados através de uma parceria entre a Philips e ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, os fornos para população de baixa renda têm como principal benefício colaborar com a diminuição dos problemas respiratórios de crianças e idosos de comunidades rurais indianas e sul africanas, que utilizam fornos a lenha, altamente poluidores.
Os fornos Philips emitem apenas 5% da quantidade de CO2 gerado pelos fornos convencionais e ainda utilizam quantidades bem menores de lenha; contribuindo para a preservação das florestas.
Outra vantagem destes fornos é realizar medição de diminuição de emissão de CO2, que são transformados em créditos para seus usuários. Esses créditos, através de programas da ICCO, como Carbon Fund e Scan, geram pagamentos em dinheiro para essas comunidades.
Aquecedor Solar de Água de Baixo Custo - ASBC
Organização: Augustin T. Woelz / Equipe da Sociedade do Sol
Contato: info@sociedadedosol.org.br
Um aquecedor solar de água a um custo tão baixo que 100% dos lares nacionais pudessem tê-lo. Essa foi a principal motivação de Augustin Woelz, durante o desenvolvimento dessa tecnologia, que além de oferecer conforto e economia, ainda colabora com a redução das emissões de CO2.
O coração do ASBC, assim como o de qualquer aquecedor solar, é o seu coletor de energia. Aquela peca que ao ser exposta a radiação solar transforma-a em energia térmica, entregando-a à água nela presente. Já o seu principal diferencial é o uso de forros de PVC modulares. Uma inovação que é possível pela radiação solar privilegiada em todo o Brasil.
Energia Limpa e Sustentável - Células a Combustível Movidas a Biogás em Comunidades Remotas
Organização: Electrocell Ind. e Com. Ltda
Contato: gerhard@electrocell.com.br
Dispositivos que convertem energia química diretamente em energia elétrica e térmica, proporcionando uma operação contínua, as Células a Combustível oferecem inúmeras vantagens, como geração de energia com índice zero de poluição, baixo nível de ruído, alta qualidade de energia, alta eficiência elétrica de conversão, geração distribuída, baixo custo de manutenção, eliminação de chuva ácida, diminuição do efeito estufa e das mudanças climáticas.
E tudo isso é possível utilizando materiais desprezados, como biogás de sobras de fabricação de alimentos, para produzir Hidrogênio.
O projeto, desenvolvido pela Electrocell, é especialmente indicado para aplicado em lugares remotos, com deficiência de energia elétrica, que impossibilitam seu desenvolvimento; além de back-ups e hospitais.
Aquecimento e Refrigeração Geotérmicos
Organização: intermediada por ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, Holanda
Contato: yomiwin@yahoo.com
Usada especialmente em áreas urbanas, a tecnologia desenvolvida por Gerard Zwetsloot, e já implantada na Holanda, utiliza a geotermia para aquecimento e resfriamento de interiores (principalmente prédios, empresas e fábricas). Diferente de outras energias renováveis, a geotermia não depende de condições atmosféricas, como o sol, a chuva e o vento; o que a torna uma fonte estável e duradoura.
Em residências, possibilita o aquecimento/resfriamento da habitação e também aquece águas sanitárias e de piscinas.
Esta tecnologia, que conta com o apoio da ICCO – Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento na sua comercialização, tem um grande potencial, especialmente em regiões quentes, como Nordeste e Norte (Amazônia) do Brasil.
INDÚSTRIA DA RECICLAGEM
Cool Blue - Reciclagem de Carpete
Organização: Interface Flooring Systems
Contato: claudia.martins@interfaceflor.com
Uma tecnologia inovadora, implantada pela Interface, nos Estados Unidos, e aplicada através de parcerias locais, está transformando carpetes usados em matéria-prima para novos carpetes.
O processo começa com a separação da base da fibra; que é reciclada em fios.
Já a base é reciclada através do processo Cool Blue, que utiliza energia 100% renovável.
Além de evitar a geração de mais resíduos, colaborando com a diminuição de gases do efeito estufa, o processo Cool Blue ainda contribui com uma menor retirada de matéria-prima virgem da natureza.
Reciclagem do Coco Verde e Manufaturado de Suas Fibras
Organização: Reciclagem do coco verde e manufaturado de fibra de coco
Contato: projetococoverde@uol.com.br
Um projeto idealizado pelo pesquisador Philippe Jean Henri Mayer, que recebeu apoio da Coco Verde - RJ, a Reciclagem do Coco Verde e Manufaturado de suas fibras tem como principal objetivo resolver o problema do resíduo sólido urbano gerado pela empresa.
Com essa tecnologia, as 40 toneladas de casca de coco, que a Coco Verde RJ recolhe na alta temporada, ao invés de irem pro lixo, são utilizadas como matéria-prima de artefatos de fibras de coco; agregando 4 ações: poupar a vida útil dos aterros sanitários com a diminuição de resíduo; ajudar a diminuir o extrativismo do Xaxim da Mata Atlantica, ao oferecer uma alternativa aos produtores, paisagistas e consumidores, que podem usar artefatos feitos com a casca do coco; substituir os produtos derivados do petróleo na linha de tratamento acústico e isolamento térmico, como em varias aplicações que utilizam produtos inferiores, como células evaporativas e filtros; e gerar emprego para mão de obra não qualificada, normalmente rejeitada pelo mercado.
O Resto que Vira Lucro: Tecnologia Sustentável Recicla Resíduos da Construção
Organização: Escola Politécnica da USP
Contato: luciahiga@gmail.com
Desenvolvida por um grupo de pesquisadores da POLI USP, CETEM, Prefeitura de Macaé, UFAL e FINEP HABITARE, a tecnologia sustentável “O Resto que Vira Lucro” permite que usinas de reciclagem simplifiquem a produção de matéria-prima para bases e sub-bases de pavimentação, a partir de resíduos da construção civil.
Segundo este novo conceito é possível iniciar a operação de uma usina sem a utilização do britador – que representa mais da metade do investimento total (50 a 70%) e há um aumento de eficiência das operações; o que estimula a ampliação do número de usinas de reciclagem e aumenta a margem de lucro desse negócio.
Além disso, evita-se o acúmulo desses resíduos nas margens de ruas e rios. E o consumo de agregados naturais é reduzido, contribuindo para a preservação das matérias-primas não renováveis.
O Resto que Vira Lucro é uma tecnologia que pode ser adotada por administrações municipais, cooperativas ou empreendimentos privados.
Aplicacão do Revsol (Escoria de Aciaria) como Revestimento Primário e Produção de Artefatos
Organização: ArcelotMittal Tubarão
Contato: vera.bernabe@arcelormittal.com
Um trabalho que faz parte do Programa de cooperação social "Novos Caminhos", desenvolvido em parceria com as Prefeituras do Espirito Santo, a aplicação do Revsol como revestimento primário e produção de artefatos, tem com objetivo contribuir com a melhoria das vias rurais e vicinais, contribuindo para que as comunidades beneficiadas tenham melhor acesso aos serviços básicos e escoamento de produção agrícola.
O REVSOL (escoria de Aciaria) é um co-produto e não um resíduo sólido, pois possui valor agregado e substitui minerais, cuja extração impacta o Meio Ambiente.
Um dos maiores benefícios do uso do REVSOL como revestimento das vias rurais e vicinais é a sua manutenção, que cai em 80%.
Projeto Plasma
Organização: Klabin em parceira com a Tetra Pak
Contato: carolina.dias@imagemcorporativa.com.br
Uma nova fábrica implantada pela Alcoa, Klabin e Tetra Pack está ampliando consideravelmente o volume de reciclagem das embalagens cartonadas pós-consumo, que hoje é de apenas 25%.
Inédito no mundo, o projeto plasma, utilizado na fábrica, permite o retorno dos três componentes da embalagem cartonada para a cadeia produtiva.
O sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma, que aquece a mistura de plástico e alumínio. Com o processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio é totalmente recuperado em forma de lingotes de alta pureza; que é reciclado, fechando o ciclo do material. A parafina é vendida para a indústria petroquímica. E o papel, extraído na primeira parte da reciclagem, mantém seu ciclo natural de reciclagem, sendo transformado em papelão.
Co-Processamento de Resíduos nos Fornos de Cimento
Organização: Holcim Brasil S.A.
Contato: bernadete.carvalho@holcim.com
Uma técnica implantada no Brasil, nos anos 90, o Co-Processamento destrói resíduos industriais e de passivos ambientais, em fornos de cimento.
Essa tecnologia oferece inúmeros benefícios, como a eliminação definitiva, técnica e ambientalmente segura dos resíduos; a substituição de recurso energético não-renováveis por fontes alternativas de energia; a preservação de jazidas, já que parte dos resíduos substitui a matéria-prima. E, ainda, contribui com a saúde pública; gera novos empregos; sem gerar passivos ambientais.
Os fornos de cimento, desenvolvidos pelo Holcim Group, em parceria com o órgão alemão GTZ, co-processam e conseqüentemente eliminam resíduos de diversas indústrias, principalmente dos setores químicos, petroquímicos, metalúrgicos, alumínio, pneumático, automobilismos e papel e celulose.
Quartz Revestimentos Ecológicos
Organização: Recicon Sistemas Ambientais LTDA
Contato: leandro@recibloco.com.br
Gerados há várias décadas, os resíduos de quartzito (pedra de São Tomé) totalizam um montante de passivo ambiental de cerca de 200 milhões de toneladas; em função, principalmente, da sua exploração, que é realizada, hoje, com dinamitação, que libera cerca de 80% de resíduo.
A tecnologia desenvolvida pela Quartz Rsvestimentos Ecológicos reutiliza o resíduo da pedra de São Tomé na fabricação de revestimentos para a construção civil, como texturas, argamassas e mosaico. E sua principal inovação é o uso de uma fórmula que possibilita a substituição das cargas convencionais como a dolomita (cabornato de cálcio), em até 90% da sua composição.
Essa tecnologia já vem sendo utilizada pela Quartz numa parceria com a COOPEDRA, Cooperativa de extratores de Pedra São Tomé. Até o momento, já foram produzidas 3 toneladas de produtos ecológicos; que têm seus preços de 10 a 35% mais baratos, do que os produtos similares do mercado.
Agroindústria de Aproveitamento Total do Coco Babaçu
Organização: Fundação Mussambê
Contato: mussambe@mussambe.org.br
Tradicionalmente, o aproveitamento do babaçu se restringe ao óleo e o carvão, num modelo de extrativismo artesanal. O que resulta em desperdício, condições de trabalhos inadequadas, má qualidade sanitária dos produtos, desorganização produtiva e falta de infra-estrutura.
O projeto de agroindústria, desenvolvido pela Fundação Mussamê, introduz uma série de inovações tecnológicas que permitem o aproveitamento total do produto, incluindo subprodutos, como torta residual, amido, artefatos, substrato e carvão vegetal.
Essa tecnologia já está sendo implantada em ambientes rurais, fortalecendo a agricultura familiar, evitando o êxodo rural e exercendo um papel importante na fertilidade do solo.
Beneficiamento da Casca de Coco Verde
Organização: Embrapa Agroindústria Tropical
Contato: adriano@cnpat.embrapa.br
Estima-se que o Brasil possui uma área plantada de 90 mil hectares de coqueiro-anão, destinados à produção do fruto verde para o consumo da água de coco.
Mas apesar de corresponder a 80% do peso bruto fruto, a casca do coco verde é descartada e depositada em aterros e lixões; provocando grandes problemas para o serviço de coleta de lixo, em função do grande volume.
Com o objetivo de reverter esse cenário, a Embrapa Agroindústria tropical, em parceria com a FORALMAG, desenvolveu uma tecnologia para a obtenção do pó e da fibra do coco verde, mecanicamente.
Desde 2005 já foram instaladas mais de 15 Unidades de beneficiamento; sendo que cada uma gera no mínimo 10 empregos diretos e, juntas, têm o potencial de retirar do ambiente cerca de 7 a 16 toneladas de cascas de coco verde, diariamente.
INFRA-ESTRUTURA
Captação da Água de Chuva
Organização: COCA-COLA BRASIL
Em 2007, a Coca-Cola assumiu um grande desafio: se tornar neutra no consumo de água; como parte do seu comprometimento com o desenvolvimento sustentável.
Um desafio que se traduz em três vertentes: reduzir o consumo, reciclar a água utilizada e repor ao meio ambiente a água em proporções equivalentes à consumida.
Para atingir essas metas, na sede do Rio de Janeiro e nas operações de alguns fabricantes foram desenvolvidos sistemas de captação de água de chuva.
Os resultados já começaram a aparecer... Um bom exemplo é o projeto piloto, implantado fábrica do Rio de Janeiro. Em uma área de 21 mil m2, o sistema captou, em três meses, 2.000 m3 de água bruta; que após ser tratada está sendo utilizada no processo de envasamento; gerando uma economia de R$ 18.000,00.
Metodologia Base do Programa Gestão da Água nas Organizações
Organização: ONG Água e Cidade
Contato: aguaecidade@aguaecidade.org.br
Ao contrário da energia elétrica, o uso racional da água depende muito mais das pessoas do que dos equipamentos. É preciso que as pessoas adotem uma nova atitude. Mas como fazer isso de forma eficiente?
Esse foi o desafio proposto pela organização social Água e Cidade para a IndexTech, que desenvolveu uma metodologia que se baseia na mobilização social.
O programa Gestão da Água nas Organizações capacita e certifica voluntários, que se tornam gestores da água e examinadores; e, ainda, conta com auditores externos. A idéia central do projeto é envolver as pessoas de diferentes empresas, escolas, condomínios de apartamentos, enfim, grupos que compartilham a água, em redes que se comunicam e trocam experiências; através da internet.
Em oito anos, o Programa já formou mais de 3.500 gestores da água, em centenas de organizações, em dezenas de cidades, com cursos presenciais e já registrou 17 Melhores Práticas.
Gestão eficiente em Saneamento com Sistema de Gestão Cadastro de Redes de Água e Consumidores com Ferramenta de Mapeamento
Organização: NEXUS Geoengenharia e Comércio Ltda.
Contato: pinheiro@nexusbr.com
Cerca de 40% da água destinada aos consumidores brasileiros, segundo dados do Ministério das Cidades, se perde antes de chegar nas residências.
O GEOSAN é uma tecnologia de gestão de redes e consumidores que propõe um enfoque inovador de atuação nesse cenário; ao utilizar uma metodologia de redução das perdas reais e aparentes da água tratada.
Desenvolvido pela NEXUS Geoengenharia, o GEOSAN é um software livre, que permite a centralização de toda informação geográfica de redes de água de pequeno, médio e grande porte, num mesmo banco de dados; disponibiliza a tecnologia Terralib para o setor saneamento e possibilita a criação de parcerias com empresas da área.
Entre outros benefícios, o GEOSAN otimiza a gestão dos diversos setores de uma empresa de saneamento; disponibiliza funcionalidades de Análises, que agilizam a solução dos problemas de ruptura no sistema de distribuição; e possibilita a exportação do modelo hidráulico para softwares de simulação hidráulica.
AGRONEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS
AGRICULTURA
Sistema Mandalla de Produção
Organização: Agência Mandalla DHSA
Contato: comunicacao@agenciamandalla.org.br
Desenvolvido pela Agência Mandalla – DHSA, o Sistema Mandalla de Produção é uma forma inovadora de produção agropecuária, que integra cerca de 30 tecnologias sociais, que possibilitam plantar, em pequenas áreas rurais ou urbanas, frutas, verduras, hortaliças, entre outras, e ainda criar pequenos animais, como galinhas, cabras e coelhos.
Esta tecnologia, cujo maior sucesso é justamente promover uma alta capacidade produtiva em pequenos espaços, com baixa utilização de água, pode alimentar famílias inteiras e ainda gerar uma renda mensal de R$ 2 mil com a venda da produção excedente.
Nos últimos quatro anos, foram implantadas mais de 800 Mandallas em 12 estados do Brasil, beneficiando 2050 famílias.
Sítio Sustentável
Organização: Ecocentro IPEC
Contato: diogo@ecocentro.org
Criado com o objetivo de ser um laboratório de integração de tecnologias sustentáveis e demonstrar que 1 hectare de terra é suficiente para garantir a qualidade de vida de uma família de cinco pessoas, o Sitio Sustentável inclui todos os ciclos (água, energia e minerais), fechados dentro dele próprio.
Todas as tecnologias implantadas no Sitio Sustentável são simples, baratas, eco-eficientes e de fácil assimilação. Um bom exemplo é a suinocultura integrada: os dejetos dos suínos são processados em um biodigestor, no qual bactérias anaeróbicas convertem o material em biogás, que é convertido em energia elétrica.
A unidade piloto do Sítio Sustentável, implantada na sede do Ecocentro, em Pirenópolis – MG completou em fevereiro de 2008 seu primeiro aniversário, com resultados animadores. Entre eles, a recuperação do ecossistema, com o retorno de várias espécies de animais, que estavam em extinção na região.
O Sitio Sustentável foi desenvolvido pelo Ecocentro IPEC, Amanco e Fundação Avina e leva em consideração as visões e estratégias de cada uma dessas organizações.
Utilizacão de Pó de Basalto na Produção Agrícola
Organização: Emater/RS
Contato: empareci@emater.tche.br; ggalvagni@superig.com.br
A tecnologia baseia-se na utilização de pó de rochas vulcânicas silicatadas, conhecidas genericamente como basaltos ou granitos, como um coadjuvante aos insumos adicionados ao solo. Uma prática que permite a obtenção de plantas mais resistentes a estresses hídricos e provocados por doenças e pragas.
Apesar de ser uma prática milenar, a inovação desse projeto é a quantidade ínfima de basalto que é necessário adicionar para a obtenção dos resultados desejados.
Essa tecnologia pode ser usada por pessoas com qualquer nível de conhecimento, já que é um produto que não traz riscos à saúde nem ao meio ambiente.
Atualmente, mais de 1000 produtores do Rio Grande do Sul já adotaram o uso de pó basáltico na produção agrícola.
Inoculação do Feijão-Caupi com Rizóbio
Organização: Embrapa Agrobiologia
Contato: gustavo@cnpab.embrapa.br
A principal inovação do projeto Inoculação do feijão-caupi com ribózio é levar uma tecnologia sustentável até agricultores familiares da região semi-árida do Nordeste brasileiro.
Essa tecnologia utiliza bactérias fixadoras de nitrogênio através do processo natural, conhecido como fixação biológica de nitrogênio; que dispensa o uso de adubos nitrogenados minerais e foi desenvolvida por 6 instituições: Embrapa Agrobiologia, Embrapa Semi-árido, Embrapa Meio-Norte, UNEB, UFRPE e UEPB.
Entre os benefícios para os agricultores, o custo é mais baixo, há um aumento de produtividade e de oferta de emprego. Já para o meio ambiente, o uso dessa tecnologia evita a contaminação dos lençóis freáticos, causada pelos adubos nitrogenados.
Diagnose Virtual de Doenças do Milho
Organização: Embrapa Informática Agropecuária
Contato: kleber@cnptia.embrapa.br
Apesar do grande volume de informação sobre a identificação de doenças do milho e métodos de controle, disponíveis na literatura especializada, muitas vezes os agricultores fazem um uso inadequado de produtos químicos, colocando em risco a saúde e causando danos ao ecossistema.
Com o objetivo de aproximar o agricultor das informações geradas pelas pesquisas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolveu e implantou o projeto DIAGNOSE VIRTUAL que, além de possibilitar o diagnóstico de doenças, remotamente, ainda permite que os produtores e o extenciosnistas tenham um maior acesso aos veterinários e fitopatologistas da EMBRAPA, através de consultas virtuais.
O sistema de DIAGNOSE VIRTUAL integra diagnostico, investigação e tratamento das desordens verificadas, reduzindo custos com exames e tratamento, assim como perdas na produção.
AGROINDÚSTRIA
Módulos Agroindustriais Múltiplos de Processamento da Castanha de Caju (Mini-fábricas)
Organização: Embrapa Agroindústria Tropical
Contato: adriano@cnpat.embrapa.br
Atualmente os pequenos produtores são responsáveis por cerca de 80% de toda a castanha de caju produzida no Brasil. Com o objetivo de incentivar essa produção, propiciando o aumento da renda do produtor e a oferta de emprego para os trabalhadores rurais, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cooperativa Agroindustrial do Caju e o Seabrae, desenvolveram um modelo industrial, as minifábricas, com equipamentos e processos adaptados às produções de pequena e média e escala; que obtém castanhas de alta qualidade.
Um dos diferenciais do projeto de módulos agroindustriais múltiplos é incentivar pequenos e médios agricultores a se associarem através de cooperativas, gerando empregos para a comunidade nas diferentes fases da produção da castanha de caju. Além disso, a capacitação e a gestão das minifábricas é feita pelos parceiros, que oferecem acompanhamento técnico e gerencial.
No estado do Ceará já foram implantadas 10 minifábricas e uma unidade central com capacidade anual de processar 1.500 toneladas de castanha de caju, por ano; que já criaram mais de 350 postos de trabalho.
Tecnologia de Captura, Estocagem e Transporte de Caranguejo-Uçá
Organização: Embrapa Meio-Norte
Contato: chpd@cpamn.embrapa.br
Nas áreas de mangue do Piauí e do Maranhão são capturados cerca de 20 milhões de caranguejos por ano. Mas deste total, entre 40 a 44% morrem antes do consumo e são descartados sem nenhum aproveitamento. Um número que pode ser reduzido a menos de 5% com a tecnologia de captura desenvolvida pela Unidade Experimental de Pesquisa, da Embrapa Meio Norte.
O grande diferencial desta tecnologia é permitir a estocagem por até 48 horas antes da entrega ao consumidor; gerando benefícios para o pescador, que pode elevar o seu preço, ao ter a garantia de que o caranguejo chegará vivo; e para os comerciantes e transportadores que, por sua vez, não têm prejuízo na compra.
Kit Embrapa de Ordenha Manual
Organização: Embrapa Gado de Leite
Contato: fabio@cnpgl.embrapa.br
Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores familiares, particularmente os que adotam o uso da ordenha manual, a contaminação microbiana do leite, se reflete negativamente em sua manutenção/inserção no mercado e na qualidade do produto comercializado.
Para minimizar este problema, a Embrapa Gado de Leite, em parceria com instituições públicas e produtores de leite de comunidades de 7 estados, desenvolveu uma tecnologia, o KIT EMBRAPA DE ORDENHA MANUAL, composto por itens extremamente simples, como um balde semi-aberto para ordenha manual; uma caneca de fundo escuro; um balde de plástico para armazenagem de água clorada; uma mangueira de borracha; um adaptador para caixa de água; um adaptador de pressão; um esguicho de jardim; um veda-rosca/teflon; um coador (nylon ou aço inoxidável ou alumínio ou plástico atóxico); uma seringa; um copo graduado; detergente alcalino em pó; cloro comercial; papel-toalha; escova ou bucha; um banquinho de madeira; um par de luvas de borracha e uma cartilha ilustrada, com informações sobre como montar e utilizar os equipamentos, utensílios e insumos e armazenamento do leite.
Secador Solar
Organização: Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis
Contato: comunicacao@ider.org.br
Criado para fortalecer a atividade econômica de algas marinhas, com proteção ao meio ambiente, o secador solar é uma tecnologia sustentável, que tira a produção de um estágio predatório e economicamente insipiente, colocando-a num novo patamar.
Desenvolvida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis, essa tecnologia reduz o tempo de secagem, necessária para a venda da alga, de até dois dias para algumas horas; e, ainda, aumenta a qualidade do produto.
O funcionamento é bastante simples: exposto ao sol, o secador aquece as algas no seu interior, como um carro fechado. A energia solar fotovoltaica engloba um pequeno painel que alimenta exaustores que impedem a elevação excessiva da temperatura.
Outro diferencial do secador solar é atuar no cultivo e não na extração predatória da alga, criando um sistema renovável e sustentável.
CULTURA CIDADÃ
Programa Vigilantes da Água no Ceará
Organização: Embrapa Agroindústria Tropical
Contato: enio@cnpat.embrapa.br
Implantado no Ceará, pela EMBRAPA AGROINDÚSTRIA TROPICAL, o Programa Vigilantes da Água está formando agentes ambientais das comunidades, com princípios de educação ambiental e técnicas didáticas de análise, através de oficinas que oferecem informações sobre a poluição das fontes hídricas.
Os voluntários monitoram a qualidade bacteriológica da água de consumo humano com o kit Coliscan, organizam encontros com os moradores e utilizam os resultados das análises para apresentar os problemas diagnosticados, seus impactos sobre a saúde das pessoas, e discutir soluções para conservar esse recurso natural e garantir uma maior disponibilidade hídrica na região semi-árida do Estado.
A principal inovação deste programa é a atuação participativa e a popularização da ciência, com o envolvimento dos participantes no diagnóstico de poluição e na solução dos problemas ambientais.
Oficina Escola de Lutheria da Amazônia
Organização: Oficina Escola de Lutheria da Amazônia
Contato: oela@oela.org.br
* FINALISTA DO PRÊMIO INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE
O Projeto Lutheria na Amazônia - Sustentabilidade e Inclusão Social tem como foco a formação profissional de jovens de baixa renda de Manaus, com o objetivo de gerar competência e habilidades para a transformação dos recursos florestais em produtos acabados, utilizando a técnica da marchetaria.
No final do curso, os jovens que mais se destacam são convidados para trabalhar em uma a incubadora, onde são fabricados instrumentos de corda com madeiras da Amazônia, certificadas com o selo sócio ambiental FSC para venda no mercado mundial.
O projeto, organizado pela Oficina Escola Lutheria da Amazônia oferece três programas: educação, voltado para a formação profissional; geração de renda e políticas públicas.
Franquia Social
Organização: Agência Mandalla DHSA
Contato: tarcio@agenciamandalla.org.br
* FINALISTA DO PRÊMIO INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE
Com o objetivo de gerar transformações sociais a partir da democratização do conhecimento, “capacitando o homem do campo para produzir e educando a cidade para consumir”, a Agência Mandalla desenvolveu o projeto Franquia Social, através do qual, uma organização sem fins lucrativos, detentora de uma marca com tecnologia social já testada e aprovada na prática, repassa seu conhecimento e sua experiência para outra instituição, sem fins lucrativos.
O projeto contará com uma equipe de difusores – líderes de associações locais - formados pelos técnicos da organização. Eles, por sua vez, capacitarão os produtores rurais, que poderão desencadear um processo inovador e sustentável de diversificação da sua produção, que assegure não apenas o crescimento econômico, mas também o bem-estar social de sua localidade.
Os produtores rurais contarão com assistência técnica da equipe, durante todo o processo de implantação do sistema de produção, com liberdade para discutir e planejar novas formas adaptáveis a sua realidade.
A idéia central do projeto é de fixar o homem do campo em sua terra, transmitindo as informações necessárias para o uso racional dos recursos naturais, utilizando tecnologias apropriadas que unam o conhecimento científico ao saber popular.
INFRA-ESTRUTURA
Projeto Agricultores por Natureza: Uma Proposta de Sustentabilidade
Organização: Fundação ArcelorMittal Acesita
Contato: faoikos@uai.com.br
O projeto Agricultores por Natureza resgata uma tecnologia milenar, o biodigestor, melhorando significativamente a sua funcionalidade e reduzindo o seu custo de implementação.
Desenvolvido para ser utilizado em comunidades rurais, localizadas no entorno do Parque Estadual do Rio Doce, pela Fundação ArcellorMittal Acesita, pela EMATER e pelo Instituto Estadual de Florestas, o projeto contribui com a sustentabilidade da propriedade, através da produção de gás natural(metano), do tratamento de resíduos domésticos e sanitários e da produção orgânica de alimentos; com a implantação do biodigestor, que originalmente é aplicado para tratamento de esgoto sanitário.
Sistema Auto-Suficiente de Geração de Energia
Organização: intermediada por ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, Holanda
Contato: yomiwin@yahoo.com
Ideal para pequenas comunidades carentes, que habitam regiões isoladas, distantes dos centros urbanos, o sistema auto-suficiente de geração de energia é extremamente simples - emprega cata-ventos com geradores de biodiesel - e extremamente vantajoso; com uma vida útil estimada de 30 a 50 anos.
Com a sua implantação, as pequenas comunidades poderão ter mais fontes de renda, através do biodiesel, e uma diminuição dos gastos com energia elétrica.
Na Holanda, onde esta tecnologia já é utilizada, algumas comunidades urbanas estão se tornando independentes das redes de transmissão.
Havendo disponibilidade na legislação, as sobras da energia produzidas por este sistema, ainda podem ser comercializadas com as companhias de energia elétrica.
Convivência com a Realidade Semi-Árida - Acesso a Água, Cidadania e Solidariedade
Organização: Centro de Educação Popular e Formação Sindical - CEPFS
Contato: cepfs@uol.com.br
* FINALISTA DO PRÊMIO INOVAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE
O projeto “Convivência com a realidade semi-árida” estimula famílias de baixa renda a planejarem estratégias de adaptação, prioritariamente, voltadas para a captação e manejo de água de chuva, com o objetivo de garantir que adquiram capacidade de resistência aos extremos climáticos: aumento gradual da temperatura média do planeta e seus impactos negativos, locais e regionais.
A idéia central do projeto, organizado pelo Centro de Educação Popular e Formação Sindical é que ao conhecer melhor o potencial que suas propriedades oferecem, as famílias têm muito mais condições e oportunidades para aproveitar, ao máximo, os recursos naturais, para o atendimento de suas necessidades.
As famílias beneficiárias do projeto participam de espaços educativos, da implantação das tecnologias, dos mutirões nas construções e dos espaços de monitoramento e gestão, através de encontros itinerantes, nos quais debatem e interagem, aprofundando as experiências apresentadas. Uma dinâmica que resgata a dignidade dos agricultores que passam a entender que não devem ser tratados como “esmoleiros”, mas sim como cidadãos capazes de conduzirem seus próprios destinos.
Uso de Moirão Vivo para Construção de Cercas Ecológicas
Organização: Embrapa Agrobiologia
Contato: marta@cnpab.embrapa.br
Ao invés de derrubar arvores, utilizar moirão vivo na construção de cercas.
Essa é a proposta do projeto desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia - criar cercas ecológicas - que oferecem inúmeras vantagens: a plantação de arvores, que podem servir de alimento para o gado na seca, ser produtora de mel; o uso de galhos como lenha; a introdução de nitrogênio no solo. Alem de gerarem sombra e, conseqüentemente, conforto térmico para os animais. Isso tudo isso sem derrubar uma única árvore e com um custo inferior às cercas tradicionais.
GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE
Sferico - Sistema de Gerenciamento da Sustentabilidade
Organização: Apel Consult
Contato: daniel@apelconsult.com.br
Em fase de maturidade, a sustentabilidade já foi incorporada por boa parte das grandes empresas; sendo que algumas delas, inclusive, estão implantando o Sferico. Um sistema de informação, que traduz em ações e práticas, as diretrizes estratégicas da empresa, avaliando os impactos e implicações nos três pilares da sustentabilidade.
Seu principal diferencial é a sua abrangência, que permite que a empresa foque todas as suas ações, considerando a estratégia de sustentabilidade.
A proposta da APEL Pesquisa e Desenvolvimento, com este projeto, é levar a sustentabilidade, através do Sferico – Sistema de Gerenciamento de Funcionalidade, para as pequenas e médias empresas, com o objetivo de integrar a cadeia produtiva.
Relatório Serasa de Responsabildade Ambiental
Organização: SERASA
Contato: franklinthame@serasa.com.br
Com o objetivo de mensurar as práticas de gestão ambiental das empresas, o Relatório de Responsabilidade Ambiental, desenvolvido pela Serasa, é um instrumento altamente eficiente para a tomada de decisões.
Com esse projeto, a Serasa espera colaborar com a consciência ambiental, ao contribuir para que um maior número de empresas adote o conceito de negócios sustentáveis na seleção de fornecedores, clientes e parceiros e em toda a cadeia de valor; induzir o mercado financeiro a incorporar critérios de finanças sustentáveis, especialmente para a concessão de financiamentos; possibilitar que as seguradoras utilizem critérios ambientais na aprovação de seguros e na definição dos prêmios; e possibilitar que os órgãos públicos - nas licitações públicas - utilizem critérios ambientais na seleção de fornecedores e prestadores de serviços.
O Relatório, que é baseado nas melhores práticas internacionais, é construído a partir de informações fornecidas pelas empresas, através de um questionário, disponível no site: www.serasa.com.br; e de pesquisas e visitas realizadas pela Serasa.
Quando foi concluído, o Relatório Serasa de Responsabilidade Social foi submetido ao Global Report Initiative (GRI), que o reconheceu por sua inovação.
SEEbalance
Organização: Fundação Espaço ECO
Contato: jaqueline.masetto@basf.com
Uma metodologia registrada pela BASF, a análise de sócio-eco-eficiência, SEEbalance®, compara produtos ou serviços considerando os aspectos que englobam os três pilares da sustentabilidade: econômico, ambiental e social. A ferramenta abrange todo o ciclo de vida do produto ou serviço, apresenta resultados comparativos e agrega todas as categorias estudadas em um único indicador, facilitando a visualização dos resultados e a tomada de decisão.
A inovação deste projeto é agregar a influência nas esferas ambiental, econômica e social, em um único índice, que representa todo o ciclo de vida do produto, desde a extração das matérias-primas até a disposição final ou reciclagem do mesmo.
A ferramenta pode ser aplicada em diversas situações, desde o desenvolvimento de um novo produto até o reposicionamento de um produto já existente, pois compara alternativas de produtos ou serviços com a mesma função, e demonstra por meio de gráficos simples e fáceis de serem interpretados qual, entre as alternativas analisadas, é a mais sócio-eco-eficiente. Além disso, auxilia a tomada de decisões, ao fornecer em uma única análise, o desempenho sócio-econômico-ambiental, e facilita a visualização holística da influência de produtos ou serviços.
Iniciativa Global Leadership Network- Ferramenta OpenAccess
Organização: Global Leadership Network / Rever Consulting
Contato: aude.joel@reverconsulting.com
Em 2007, a GLN firmou uma parceria com o Pacto Global - UNGC e o International Finance Corporation (IFC) para compartilhar conhecimentos, experiências e metodologias com outras organizações, buscando um novo patamar de atuação em RSC. Um dos frutos dessa parceria e do envolvimento da REVER Consulting é a ferramenta on-line GLN Open Access, que está à disposição das empresas signatárias do Pacto Global, em português e sem custo.
Com foco na definição de estratégias de RSC alinhadas com as de negocio, a GLN engaja as áreas de negócios, identifica e prioriza os temas estratégicos para a empresa; determina a posição da empresa e os passos para que ela evolua; e alinha fornecedores e parceiros sobre a importância da RSC para os negócios.
A principal inovação desse projeto é oferecer uma ferramenta de apoio ao planejamento e implementação de RSC, que integra o foco da empresa e, ainda, fornece uma assessoria ao planejamento, inserida nas melhores metodologias de "change Management".
Análise de Ciclo de Vida – Software GABI 4
Organização: PE International / Universidade de Stuttgart
Contato: mario.becker@uol.com.br
A análise de ciclo de vida (LCA), de acordo com a ISO 14040ff, é uma ferramenta que permite realizar uma análise dos impactos ambientais, durante todo o ciclo de vida de um produto, processo ou serviço.
Desenvolvida pela Universidade de Stuttgart, a ferramenta é constituída de um sistema que permite construir fluxos em diversos planos e níveis de um determinado processo, incluindo todos os materiais e energias consumidas durante a sua cadeia de produção. E, como saída do sistema, traz a medição de mais de dez tipos de impactos ambientais, econômicos e sociais.
Já a medição e a caracterização tecnológica das entradas e saídas dos sistemas são feitas a partir dos bancos de dados específicos para cada tipo de processo. E é justamente a construção e a pesquisa destes bancos de dados que tornam essa tecnologia inovadora.
Para cada processo, foram necessárias pesquisas e medições em campo e testes, que definiram variáveis e impactos que abrangem um longo período de anos.
Gerenciamento Corporativo da Sustentabilidade – SoFi
Organização: PE International / Universidade de Stuttgart
Contato: mario.becker@uol.com.br
Desenvolvido pela PE INTERNATIONAL (empresa constituída a partir do laboratório LBP da Universidade de Stuttgart) o software SoFi gerencia o Meio Ambiente, a Segurança do Trabalho e a Saúde, a Sustentabilidade e as emissões de gases de efeito estufa.
Os dados colhidos, durante o exercício anual, permitem que a empresa elabore um relatório de sustentabilidade.
O SoFi pode ser utilizado por todos os tipos de empresas, urbanas e rurais. Por se tratar de uma ferramenta que utiliza o conceito de análise do ciclo de vida, ela permite modificar processos e materiais e é útil na conscientização dos funcionários sobre a importância da sustentabilidade.
Programa H2Sol (Água Solar)
Organização: Instituto Eco-Engenho
Contato: jrfonseca@ecoengenho.org.br
A concepção do programa H2Sol surgiu da idéia de fazer um contraponto aos mega projetos de perímetros irrigados e de transposição de bacias hidrográficas, de altíssimos custos e que são irrelevantes na inclusão sócio produtiva das famílias nordestinas que vivem na miséria.
O projeto já implantou seis microssistemas de irrigação para produtos de alto valor agregado, com uso de energias renováveis e tecnologias adequadas, em Baixas, uma comunidade remota, sem infra-estrutura de energia elétrica, água, saneamento, escolas e serviços de saúde, no município de São José da Tapera, em Alagoas. A produção de vinagretes de pimenta das comunidades é vendida em trinta pontos de venda em Maceió e outros municípios.
Carbon Fund
Organização: ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, Holanda
Contato: yomiwin@yahoo.com
Numa iniciativa pioneira, a ICCO - Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento, que trabalha para a diminuição da pobreza no mundo, desenvolveu o Fundo de Crédito de Carbono Social.
A principal inovação deste projeto é que antes da sua criação, as comunidades de baixa renda não podiam receber os créditos de projetos de eficiência energética e renovável, entre outros, que são vendidos para grandes empresas, em função das burocracias do Mercado e dos altos custos de certificação e auditorias. Agora, a ICCO e suas co-ligadas, ONGs e empresas que desenvolvem tecnologias, podem incorporar os custos destas negociações.
O Carbon Fund, que já está sendo aplicado em 10 países, é uma ferramenta que desafia as empresas a buscarem novas tecnologias para diminuir a emissão de carbono.
> Home