Foi anunciada nesta semana a nova carteira de empresas integrantes do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa e, com isso, várias dúvidas foram levantadas. Companhias tradicionalmente presentes, como Petrobras, Aracruz e Copel, ficaram de fora. Isso sugere mudanças importantes no que se refere à inclusão de práticas sustentáveis na gestão corporativa.
Não podemos negar que, muitas vezes, existem contradições no que diz respeito à responsabilidade social empresarial, mas é essencial assumirmos essas contradições, observando, constantemente e com cuidado, como esse aspecto tem sido tratado dentro das organizações.
Por isso, o Ethos sempre procurou auxiliar as empresas a repensar sua atuação, seu negócio e seus processos, sob a ótica da RSE. E não foi diferente com relação à Petrobras, por exemplo. Desde o início, o instituto se dispôs a ajudar a organização a resolver as questões relacionadas aos impactos de seus negócios sobre o meio ambiente e sobre a sociedade. Sugeriu que a empresa tomasse a frente nas discussões e soluções referentes aos combustíveis fósseis, o aquecimento global, a poluição e a saúde da população brasileira.
Está claro que não podemos esperar mais crises para começarmos a tomar atitudes em prol de um desenvolvimento sustentável, com responsabilidade, respeito e transparência. O Brasil está demonstrando um amadurecimento importante nesse sentido e a Bovespa comprovou isso, apontando que não há mais espaço para greenwash, ou “marketing verde”.
Assim como a Bovespa, com o ISE, outras entidades serão cada vez mais exigidas no cumprimento desse papel, a exemplo de organizações que patrocinam prêmios de responsabilidade, prêmios de excelência e outras iniciativas que são importantes referenciais para a RSE. Esperamos que a sociedade como um todo continue atenta, cobrando das empresas uma atuação mais responsável e também assumindo sua própria responsabilidade.
Editorial – 26 de Novembro de 2008 |