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Um dos traços mais impactantes da recente
evolução da economia mundial tem sido a integração dos mercados
e queda das barreiras comerciais. Para grande parte das empresas,
isso significou a inserção, muitas vezes forçada, na competição
em escala planetária. Em curto espaço de tempo, elas viram-se
compelidas a mudar radicalmente suas estratégias de negócio
e padrões gerenciais para enfrentar os desafios e aproveitar
as oportunidades decorrentes da ampliação de seus mercados
potenciais, do surgimento de novos concorrentes e novas demandas
da sociedade.
Paralelamente, tiveram que passar a acompanhar
a acelerada evolução tecnológica e o aumento do fluxo de informações,
que se tornou exponencial com o avanço da Internet.
Na era da informação, da nova economia, são
profundas as mudanças no modo de as sociedades se organizarem.
Alteram-se os papéis dos Estados nacionais, das empresas e
das pessoas. Redefine-se a noção de cidadania e constituem-se
modalidades inovadoras de direitos coletivos. O crescimento
vertiginoso do chamado terceiro setor, com a proliferação
das organizações não governamentais, configura uma verdadeira
revolução cívica, que o mundo da Internet e das comunicações
vem potencializar.
Esse contexto apresenta como desafio para
as empresas a conquista de níveis cada vez maiores de competitividade
e produtividade, e introduz a preocupação crescente com a
legitimidade social de sua atuação.
Como resposta, as empresas passam a investir
em qualidade, num aprendizado dinâmico que se volta inicialmente
para os produtos, evolui para a abordagem dos processos, até
chegar ao tratamento abrangente das relações compreendidas
na atividade empresarial, com os empregados, os fornecedores,
os consumidores e clientes, a comunidade, a sociedade e o
meio ambiente.
A gestão empresarial que tenha como referência
apenas os interesses dos acionistas (shareholders) revela-se
insuficiente no novo contexto. Ele requer uma gestão balizada
pelos interesses e contribuições de um conjunto maior de partes
interessadas (stakeholders). A busca de excelência pelas empresas
passa a ter como objetivos a qualidade nas relações e a sustentabilidade
econômica, social e ambiental. Os Indicadores Ethos propõem-se
a ser uma ferramenta para a promoção desses objetivos.
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