No Fórum Econômico Mundial, em Davos, em 31 de
janeiro de 1999, o Secretário-Geral das Nações
Unidas, Kofi A. Annan, desafiou os líderes empresariais
mundiais a "apoiar e adotar- " o Global Compact, tanto
em suas práticas corporativas individuais, quanto no
apoio a políticas públicas apropriadas. O Global
Compact é uma iniciativa desenvolvida pela Organização
das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de mobilizar
a comunidade empresarial internacional para a promoção
de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos,
trabalho e meio ambiente. Essa iniciativa conta com a participação
das agências das Nações Unidas, empresas,
sindicatos, organizações não governamentais
e demais parceiros necessários para a construção
de um mercado global mais inclusivo e igualitário.
As empresas participantes do Global Compact são diversificadas
e representam diferentes setores da economia e regiões
geográficas. No entanto, possuem dois aspectos em comum:
são empresas líderes e buscam gerenciar seu crescimento
global de uma maneira responsável, que contemple os interesses
e preocupações de suas partes interessadas - incluindo
funcionários, investidores, consumidores, organizações
militantes, associações empresariais e a comunidade.
Líderes empresariais participantes do Global Compact
concordam em afirmar que a globalização de fato
é altamente frágil e apresenta um futuro incerto.
Na verdade, as preocupações sobre os efeitos da
globalização nos países em desenvolvimento,
relacionadas à concentração do poder econômico,
má distribuição de renda e rupturas na
sociedade, estão aumentando. Sugerem portanto, que a
globalização de hoje não é sustentável.
O Global Compact foi criado para ajudar as organizações
a redefinirem suas estratégias e ações,
a fim de que todas as pessoas possam compartilhar dos benefícios
da globalização, evitando que esses sejam aproveitados
por poucos.
O Global Compact não é um instrumento regulatório,
um código de conduta legalmente obrigatório ou
um fórum para policiar as políticas e práticas
gerenciais. Também não é um porto seguro
para as empresas participarem sem demonstrarem real envolvimento
e resultados. É uma iniciativa voluntária que
procura fornecer uma estrutura global para a promoção
do crescimento sustentável e da cidadania, através
de lideranças corporativas comprometidas e inovadoras.