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Seminário “Conexões Sustentáveis” celebra pactos por uma Amazônia sustentável

Nos dias 14 e 15 de outubro, o seminário "Conexões Sustentáveis: São Paulo-Amazônia" debateu o papel da cidade de São Paulo na preservação da Amazônia, pois é uma das principais consumidoras dos produtos originários da região. Promovido pelo Movimento Nossa São Paulo e pelo Fórum Amazônia Sustentável, o evento reuniu empresários e representantes da sociedade civil e do poder público para alertar sobre a responsabilidade de cada setor na preservação da floresta e das comunidades locais.

Durante o seminário, foi apresentado um estudo inédito, realizado pela ONG Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação, mostrando quem se beneficia do desmatamento da Amazônia. Durante meses, jornalistas das duas organizações percorreram milhares de quilômetros para verificar os impactos sociais e ambientais causados pelo avanço da agropecuária e do extrativismo sobre a floresta. Por meio desse longo trabalho de investigação, foram identificados exemplos de empresas que mantiveram relações comerciais com proprietários e investidores rurais flagrados pelo poder público cometendo crimes ambientais ou valendo-se do trabalho escravo. Essa cadeia de responsabilidades atinge diretamente o maior centro consumidor do país. Para acessar o relatório da pesquisa (em PDF), clique aqui.

A destruição da Amazônia tem uma forte relação com a economia de mercado. Na ponta da cadeia produtiva, diversos atores se beneficiam. Madeireiras, frigoríficos e agroindústrias estão diretamente ligados ao problema, pois podem comprar de fornecedores que estão na linha de frente do desmatamento ou do trabalho escravo. Posteriormente, distribuem produtos industrializados para uma ampla rede de compradores. Por isso, foram aprovados três pactos empresariais de controle das cadeias produtivas da madeira, da pecuária e da soja.

Os documentos põem como obrigação dos signatários o financiamento, a distribuição e a comercialização de produtos com certificação (ou que estejam em processo de regularização) e que sejam de fornecedores que não façam parte da lista suja do trabalho escravo ou de terras embargadas pelo Ibama. O texto dos pactos também prevê a mobilização, por parte dos signatários, para ampliar o número de adesões e a realização de campanhas de esclarecimento com seus consumidores e fornecedores. O cumprimento dos termos de compromisso em cada setor será monitorado por comitês de acompanhamento.

Os candidatos do segundo turno das eleições municipais de São Paulo também foram convidados a assinar um termo de compromisso que levará a Prefeitura a cumprir políticas públicas que ajudem a construir uma Amazônia sustentável. Os compromissos deverão estar previstos no plano de metas do novo prefeito a ser apresentado em até 90 dias após a posse, conforme prevê a emenda 30 da Lei Orgânica do Município.

O documento foi assinado por representantes dos candidatos: Eduardo Jorge Sobrinho, secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, representou Gilberto Kassab (DEM) e o deputado estadual Adriano Diogo representou Marta Suplicy (PT).

Participaram da mesa de assinatura dos pactos o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Francisco Graziano, o secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Eduardo Jorge, o deputado estadual Adriano Diogo, o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, representando o Fórum Amazônia Sustentável, e o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Oded Grajew, representando o Movimento Nossa São Paulo.

O ministro Carlos Minc parabenizou a iniciativa e afirmou que o governo também assinou acordos com setores da soja e da madeira, com mineradoras e com bancos para comprometer as cadeias produtivas e comerciais a trabalharem com práticas sustentáveis.

Até o momento, o pacto da madeira já tem 38 signatários, o da pecuária, 41 signatários e o da soja, 17 assinaturas.

Sua empresa ou organização pode participar deste esforço por uma Amazônia sustentável, assinando os pactos:

 
 

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