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59% sofreram ou presenciaram preconceito pela orientação sexual ou identidade de gênero

Pesquisa também mostra que falta de contato com rede de apoio e maior convivência com familiares preconceituosos são os principais fatores que prejudicam a saúde mental de pessoas LGBTQIA+ durante a pandemia

13/08/2021

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A terceira edição da pesquisa Viver em São Paulo: Direitos LGBTQIA+, realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o IPEC – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, aborda questões como percepção da tolerância com a população LGBTQIA+ na cidade de São Paulo, atuação da administração municipal no combate à violência contra esta população, impacto da pandemia do coronavírus na saúde mental, entre outras.

Confira alguns destaques.

Informação

TV e internet são as fontes mais utilizadas para se informar sobre os direitos da população LGBTQIA+: 33% declaram se informar pela televisão; 32% por sites de notícias e portais; e 31% por mídias sociais.

Relação da cidade com a população LGBTQIA+

Para maioria relativa, a cidade de São Paulo é tolerante em relação à população LGBTQIA+ (44%). Já 28% avaliam a cidade como nem tolerante, nem intolerante e 21% como intolerante.

Também para a maioria a administração municipal faz pouco (52%) ou nada (19%) no combate a violência contra pessoas LGBTQIA+.

Ademais, 59% sofreram ou presenciaram pelo menos uma situação de preconceito em função da orientação sexual ou identidade de gênero. Entre quem sofreu ou presenciou ao menos uma das situações de preconceito listadas na pesquisa, destaca-se quem se declara não heterossexual e quem acredita que a gestão atual tem feito pouco ou nada para combater a violência contra pessoas LGBTQIA+.

Já entre os 31% que não sofreram ou presenciaram situações de preconceito em função de orientação sexual ou identidade de gênero, destaca-se quem se autodeclara da cor branca, quem se declara heterossexual e os homens cisgênero.

Os espaços públicos são os locais de maior vulnerabilidade para as pessoas LGBTQIA+, sendo apontado por 48% como local que sofreu ou presenciou alguma situação de preconceito em função da orientação sexual ou identidade de gênero. O transporte público é apontado por 41%; escola ou faculdade por 38%; bares e restaurantes por 37%; trabalho por 36%; família por 35%; e banheiro público e de estabelecimentos privados por 30%.

Políticas públicas

O número de pessoas que consideram muito importante a elaboração e implementação de políticas públicas que promovam a igualdade de direitos para a população LGBTQIA+ aumentou em relação a última edição da pesquisa, realizada em 2019, de 60% para 68%.

Promover campanhas de conscientização e inclusão, aumentar as penas contra quem pratica atos discriminatórios contra a população LGBTQIA+ e ampliar os serviços de proteção à população LGBTQIA+ em situação de violência são apontadas como as políticas públicas mais efetivas para a promoção da igualdade de direitos para as pessoas LGBTQIA+, sendo mencionadas por 37%, 35% e 29% respectivamente.

Impactos na pandemia para a população LGBTQIA+

Para 55% das pessoas o impacto da pandemia de Covid-19 na saúde mental das pessoas LGBTQIA+ foi igual ao sofrido pelo restante da população. Já 18% acreditam que foi maior e 22% não sabem.

A falta de contato com a rede de apoio e o maior convívio com familiares preconceituosos são os considerados os fatores que mais contribuem para desencadear ou agravar problemas de saúde mental nas pessoas LGBTQIA+, sendo apontados por 48% e 45% respectivamente.

Confira a apresentação da pesquisa.

Confira a pesquisa completa.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 29 de abril de 2021. Foram 800 entrevistas com pessoas maiores de 16 anos que moram na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Por: Rede Nossa São Paulo

Foto: Pexels

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