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9 de dezembro, Dia Internacional Contra a Corrupção

Uma reflexão sobre mudanças climáticas e Direitos Humanos

09/12/2019

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Hoje, dia 09 de dezembro, celebramos o Dia internacional Contra a Corrupção, um momento para relembrarmos do porquê é tão importante combatermos esse problema que afeta todo o mundo.

A corrupção é um mecanismo que se estabelece nas relações de poder e que compromete o desenvolvimento social e econômico de todas as sociedades ao promover a distorção das relações e das tomadas de decisão.

Nesse mesmo período, esse ano, acontece a COP 25, encontro internacional que debate as complexas questões da mudança climática e não se pode deixar de refletir os grandes impactos da corrupção nessa agenda como, por exemplo, o financiamento ilegal de agendas políticas contrárias a agenda climática, as explorações ilegais, mecanismos de grilagem e desmatamento.

A cada denúncia de grilagem de terras é perceptível que enquanto povos, em sua maioria indígenas e quilombolas, sofrem com os efeitos da corrupção, há quem lucre com o desvio de recursos. A grilagem em áreas públicas é uma das principais causas do desmatamento na Amazônia e a corrupção é um dos elementos fundamentais para essa prática.

Situações que também causam impactos em nossa economia, a exemplo do garimpo ilegal, que não só prejudica o meio ambiente, visto às práticas utilizadas para extração, mas também lesa o país, pelo fato da atividade contemplar ações de contrabando, sonegação e lavagem dinheiro.

Nesse sentido, é importante que as empresas estabeleçam mecanismos de prevenção e detecção de práticas ilegais na agenda ambiental em toda sua atuação e cadeia de valor, associando as práticas de integridade com sua contribuição para o cumprimento das metas para redução dos impactos na mudança do clima.

Amanhã, dia 10 de dezembro celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos e os impactos da corrupção também refletem diretamente nessa perspectiva, como o desvio de recursos para a manutenção dos serviços públicos essenciais e as questões relacionadas à segurança pública. É preciso compreendermos que pensar o combate à corrupção é também defender os direitos humanos fundamentais e, por isso, devemos seguir combatendo a corrupção em todas as suas formas, por meio de políticas públicas, novas regulamentações e empresas que estejam comprometidas com essas agendas.

Por: Paula Oda, coordenadora de Projetos de Integridade do Instituto Ethos

Foto: Agência Brasil

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