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Abertura da Conferência Ethos no mês de agosto marca mortes evitáveis pela Covid-19

03/08/2020

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Atividade irá abordar trajetória do Brasil no enfrentamento à pandemia

A Conferência Ethos 2020 chega ao mês de agosto marcando a atividade de abertura com a live: Pandemia no Brasil: a reparação de danos coletivos e as responsabilidades pelas mortes evitáveis, com a participação de Marilena Lazzarini, engenheira agrônoma, presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). A partir das 15h00, no canal do Ethos no YouTube.

O objetivo do painel é dialogar a respeito do Alerta da Sociedade Civil sobre as mortes evitáveis pela Covid-19, destacando a importância da ampliação do debate sobre a responsabilidade civil do Estado, a demanda indenizatória e a reparação de danos coletivos face à tragédia no Brasil.

“O que mais podemos fazer é lutar em defesa pela vida nesse momento”, destaca Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos, que será o moderador do diálogo.

Próximo aos 100 mil mortos, o Brasil desperdiçou a oportunidade de se tornar um exemplo mundial, sobretudo entre o bloco dos países em desenvolvimento no enfrentamento à pandemia, apesar de seu modelo de cobertura universal da saúde, com acesso gratuito, capilaridade em todo o território nacional e programas comunitários e voltados aos povos indígenas.

A trajetória do Brasil no enfrentamento à pandemia

A trajetória do enfrentamento à pandemia no Brasil foi marcada pela declarada rejeição as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), desentendimentos e falta de integração entre o governo federal e governos locais, falta de coordenação por parte do governo federal, desmonte do ministério da saúde, falta de transparência de informação, descaso aos direitos dos povos indígenas e povos da floresta, falhas em campanhas de comunicação sobre o avanço e riscos da pandemia e rejeição ao cooperativismo multilateral.

Esse contexto motivou inúmeras denúncias na comissão de direitos humanos na Organização dos Estados Americanos (OEA), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, além de denúncias e processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e em instâncias estaduais e municipais.

Colocar esse tema em debate é oportunidade para ampliar as reflexões sobre as políticas de austeridade que tiraram bilhões da saúde e da educação e das gravíssimas implicações das desigualdades que expõem os contingentes mais pobres da população e os subgrupos menos representados nos espaços políticos de decisão e econômico de produção, ao risco de morte.

Saiba mais sobre a Conferência Ethos 2020 em: www.conferenciaethos.org

 

Por: Rejane Romano

Foto: Pixabay

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