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CONFERÊNCIA ETHOS

Conferência Ethos 2020 encerra jornada de diálogos falando sobre inclusão, igualdade e democracia

Mais de 13 mil pessoas já assistiram aos painéis disponíveis no YouTube

18/12/2020

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Os números representam a grandiosidade do evento, realizado pela primeira vez de forma totalmente virtual e gratuita. “Foram 90 painéis exibidos em 23 semanas, desde o dia 2 de julho, com 288 palestrantes, em sua maioria mulheres especialistas nos temas”, destacou Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos, no painel que moderou nesta quinta-feira (17), o último diálogo deste ciclo.

Para além das potentes análises e interações com o público, que foram realizadas nas exibições ao vivo, um importante diferencial é que todo conteúdo da Conferência Ethos 2020 está disponível na playlist do evento, no canal do Ethos no YouTube.


Confira abaixo uma prévia de como foram os dois últimos painéis:


15h20 – Selo de Igualdade Racial – mudanças tímidas no mercado de trabalho e processos institucionais de inclusão

Claudia Carletto, secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, manifestou sua mensagem a respeito do tema através de um vídeo no qual destacou que “mais que uma política de inclusão, o Selo tem a missão de fazer um resgate histórico dessa parcela da população”, no caso, as pessoas negras.

Elisa Lucas, secretária executiva adjunta de Direitos Humanos e Cidadania, responsável pela pauta de promoção da igualdade racial na cidade de São Paulo, iniciou sua fala apontando números que denotam a desigualdade entre negros e brancos no mercado de trabalho. “As piores situações no mercado de trabalho em São Paulo, se referem as mulheres, principalmente as negras. Entre as mulheres negras o salário médio chega a ser 70% menor que das mulheres brancas”, observou.

Por fim, Elisa se referiu a iniciativa do Selo de Igualdade Racial como uma importante ferramenta para o atual cenário. “Vivemos um momento em que tanto se discute as políticas étnico-raciais, então trago uma frase de Angela Davis: ‘não basta não ser racista, pois é preciso ser antirracista’ e reforço dizendo que vidas negras importam”, concluiu.

Daniel Almeida Santos, coordenador de Promoção da Igualdade Racial na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, abordou a “união de esforços para realizar mudanças”. Para ele, a parceria com o Instituto Ethos “trará bons frutos”. “Junto a outras iniciativas será muito benéfica, pois não há como apostar em uma única política publica, não existe bala de prata […] Precisamos de uma atualização da publicação Perfil Social, Racial e de Gênero dos 200 Principais Fornecedores da Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Ethos, para melhor conduzir nosso trabalho”, analisou Daniel.

 

17h20 – Desigualdades, democracia e direitos

“O objetivo dessa conversa é reiterar e explorar as necessidades que temos para encontrar caminhos para democracia e para romper as desigualdades. Precisamos olhar para soluções no campo político, social e cultural para combater e erradicar as desigualdades, numa democracia que seja substancial”, antecipou Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos, que moderou a conversa.

Flavia Pellegrino, jornalista e integrante da secretaria executiva do Pacto pela Democracia, explanou sobre os ataques à democracia ocorridos nesse ano. “Em 2020 esse cenário antidemocrático se potencializou ainda mais. Minando a liberdade de imprensa e renunciando até a tarefa mais elementar que seria a preservação da vida. O abismo da desigualdade e acesso a direitos básicos, ficaram ainda mais notáveis […] O mínimo que já temos, que nem é o acesso a todos os direitos, podemos perder com um governo autocrático”, avaliou Flavia.

Como possível caminho para transformar esse cenário, a integrante do Pacto pela Democracia observou que “precisamos congregar todos os setores da sociedade que acreditam que o único caminho é seguindo os preceitos da democracia. Independentemente das diferentes visões”, acredita.

Oded Grajew, presidente emérito do Instituto Ethos, popôs olharmos para os bons exemplos. “Olhando outros países, para aprender com os caminhos já percorridos, principalmente os escandinavos, que eram os miseráveis da Europa e hoje estão nos primeiros rankings, o que aconteceu com eles foi que chegaram a um consenso: para o coletivo dar certo é fundamental a sensação de justiça e de que haja a menor desigualdade possível”, compartilhou.

“Com educação de qualidade para todos, igualdade de gênero e raça, representação política, igualdade de renda, sistema tributário justo, sistema político com oportunidade para todos. Enfim, toda uma agenda que aponte para romper com as desigualdades”, apresentou Oded, como pontos relevantes a serem considerados.

Oded foi enfático ao dizer que “enquanto não cair a fixa que o caminho é pela igualdade, esse bom senso, não vejo nenhuma oportunidade do Brasil se tornar um país civilizado” e incluiu o setor corporativo nessa agenda. “É fundamental termos engajamento empresarial para nosso país ter a redução das desigualdades”.

O presidente emérito do Instituto Ethos disse ainda que “essa situação do Brasil é insustentável e está na origem de todos os nossos problemas, enquanto não resolvermos as desigualdades não conseguiremos nos desenvolver. Temos que reduzir todas as desigualdades, o resto é ‘um sonho de uma noite de verão’”, avaliou Oded.

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, pautou sua fala em explicar como a perde de direitos é prejudicial. “Na retirada de direitos estamos promovendo uma desigualdade enorme no país […] Estames vendo uma crise econômica terrível que foi agravada com a pandemia e vimos que a saída para essa crise social e econômica foi a retirada de direitos”, analisou Ivone.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo falou ainda sobre a importância do auxílio emergencial neste momento de crise econômica, sanitária e social. “Foi devido a enorme pressão dos partidos de esquerda para que o governo liberasse uma renda mínima. E foi justamente isso que segurou nossa economia […] Nossa grande batalha é ter uma renda básica em nosso país e ter igualdade de gênero e raça no mercado de trabalho”, destacou.

Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

Foto: Pexels

 

 

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