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Conferência Ethos dessa semana discute sobre o “Pantanal em chamas”

Aumento do desmatamento e corte de recursos afetam bioma e povos indígenas da região

05/10/2020

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Aumento do desmatamento e corte de recursos afetam bioma e povos indígenas da região

O Pantanal vive a maior tragédia ambiental das últimas décadas e a Conferência Ethos 2020 dessa semana busca entender os porquês desse fenômeno que assusta e nos põe em risco quanto à questão da mudança climática, investimento e acordo internacionais, dentre outras questões. O painel “Crise no Pantanal e o legado da desligitimação da fiscalização – como o Brasil enfrenta essa tragédia?”, acontece nesta quinta-feira, dia 08 de outubro, ao vivo, no canal do Ethos no YouTube.

Já estão confirmados para esse importante diálogo: Alexandre Bossi, presidente do Instituto SOS Pantanal; Cristina Cuiabália, gerente de Pesquisa e Meio Ambiente da Estância Ecológica Sesc Pantanal; e, Marcio Astrini, ambientalista e secretário-executivo do Observatório do Clima.

Perguntas que não querem (e não podem) calar

 Os números dos incêndios no Pantanal nesse ano de 2020, com 61 alertas de incêndio e aumento superior a 220%, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), considerando os 11 mil hectares desmatados, suscitam uma série de questionamentos: Quais as correlações dessa tragédia com o desmatamento e com as queimadas na Amazônia? O que está por trás dos incêndios no Pantanal e do insucesso das ações de prevenção no bioma? Como tem se desenrolado o controle aos incêndios, o apoio às Terras Indígenas e os investimentos para conter a destruição da biodiversidade?

Indagações que, em síntese, procuram respostas para o cenário político e econômico na região, que marca a ameaça a esse bioma visto que trajetória de desmatamento se agrava a cada ano.

Impactos sobre os povos indígenas da região

 Os impactos que afetam duramente a fauna e a flora local, com corpos de animais carbonizados ou severamente feridos pelas chamas e as inúmeras árvores destruídas se somam ao risco à vida dos povos indígenas, guardiões da floresta, que estão na linha de frente de combate ao fogo. De acordo com dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), há quase 2 mil indígenas atuando nos biomas brasileiros, na luta contra o fogo. Além destes, há outros grupos de voluntários espalhados pelo território nacional, que arriscam a vida para proteger o meio ambiente.

Para agravar a situação, o Ministério do Meio Ambiente anunciou que todas as operações de combate ao desmatamento e queimadas na Amazônia e Pantanal serão suspensas, justificando um corte de aproximadamente R$ 60 milhões em órgãos como o ICMBio e o Ibama. Com essa decisão, mais de 22 mil indígenas, que vivem no Pantanal, ficarão ainda mais expostos aos riscos do fogo ao tentar combatê-lo.

Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

Foto:  Unsplash

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