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Diretor da Vale discute inovação na Conferência Ethos 2013

07/08/2013

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“Conhecimento deve ser transformado em valor para as empresas e para a sociedade”, defende Luiz Eugênio Mello, do Instituto Tecnológico Vale (ITV).

De 3 a 5 de setembro próximo, o Instituto Ethos vai realizar mais uma edição da sua conferência anual, reunindo lideranças nacionais e mundiais para avaliar as conquistas e os caminhos necessários para um desenvolvimento sustentável efetivo no Brasil.

Como um dos preparativos, estamos publicando uma série de entrevistas com os palestrantes convidados, para dar um gostinho de como serão as trocas de informações e os debates durante os três dias do evento, que este ano acontece no Teatro GEO, no edifício do Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, São Paulo, e tem como tema “Negócios Sustentáveis e Responsáveis: Oportunidades para as Empresas e para o Brasil”.

O entrevistado de hoje é Luiz Eugênio Mello, que desde 2009 é diretor de Tecnologia da Vale e responsável pela implantação do Instituto Tecnológico Vale (ITV), criado para transformar conhecimento em valor para a empresa e a sociedade em geral e ser um elo entre a indústria e a academia.

Mello é médico e doutor em biologia molecular pela Escola Paulista de Medicina, com pós-doutorado em Neurofisiologia pela UCLA. É também pesquisador do CNPq e professor titular de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo.

Ele estará no painel “A Inovação Aberta: Desafios e Políticas para uma Economia Inovadora”, que será realizado no dia 5 de setembro.

Instituto Ethos: É possível fazer frente à alta competição do mercado, mantendo práticas sustentáveis e responsáveis como base?
Luiz Mello: Não apenas é possível fazer frente a um mercado competitivo como essa é, na verdade, a única maneira de fazê-lo de forma duradoura e consistente. Práticas inadequadas ambiental e socialmente são como a história da mentira: têm pernas curtas. Para uma empresa que está há mais de 72 anos operando na mesma cidade em que foi fundada e que, de forma geral, permanecerá também por longos prazos em outras regiões, só é possível agir respeitando as gerações futuras.

IE: Qual é a importância para o Brasil da atuação de institutos e ONGs voltados para a promoção do desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da responsabilidade socioambiental e empresarial?
LM: Essas organizações ocupam espaços ainda não trabalhados pelo Estado organizado e podem ter natureza fiscalizatória ou, ainda , uma agilidade que o governo não tem. Podem servir como adequados interlocutores da sociedade. São, na verdade, a organização da sociedade para se fazer ouvir de forma articulada. Frequentemente, são esses institutos e ONGs que definem os padrões regulatórios que depois passam a ser o padrão adotado pelas empresas responsáveis.

IE: Na sua visão, qual é o grau de engajamento e maturidade das empresas brasileiras face ao desenvolvimento sustentável, comparado com o de corporações do exterior?
LM: O Brasil é um país de contrastes. Certamente as grandes empresas que têm ação internacional, ou estão em vias de tê-la, estão bastante engajadas nesse processo. Evidentemente, há um grau enorme de distanciamento das questões fundamentais de sustentabilidade quando, periodicamente, ainda se ouvem notícias sobre a ocorrência de trabalho escravo ou infantil. As questões que perpassam o pleno desenvolvimento da sociedade brasileira ainda são profundas e tomarão muitas décadas. Avançamos muito. Mas há ainda muito a ser feito.

IE: Quais são e onde estão as melhores oportunidades ligadas a negócios sustentáveis e responsáveis no país?
LM: Toda a exploração dos recursos naturais enseja um amplo leque de outras indústrias e serviços. O Brasil tem uma vocação para a exploração desses recursos naturais com base na agricultura, na produção de proteína animal, na mineração e na própria indústria do turismo – que não deixa de ser decorrência da linda natureza que temos ou dos nossos recursos naturais, em um sentido bem amplo. Há uma cadeia de indústrias associadas a esses recursos. Quanto, por exemplo, o acesso à biodiversidade pode gerar em termos de desenvolvimento para as indústrias farmacêuticas ou de cosméticos?

Há, evidentemente, muito a se trabalhar para facilitar e simplificar as regulamentações e o excesso de burocracia que intoxicam mortalmente as atividades nessa área e, sobretudo, que inviabilizam os novos e pequenos empreendimentos.

IE: Na Conferência Ethos, o senhor vai participar do painel sobre inovação aberta. Poderia falar um pouco sobre esse conceito e sua influência para um desenvolvimento sustentável?
LM: Há algum tempo fala-se de uma sociedade do conhecimento. Para a Vale, o significado desse termo é que o conhecimento acumulado pela humanidade ampliou-se muito nos últimos séculos e ainda mais intensamente nas últimas décadas. Além disso, esse conhecimento está distribuído pelo mundo. Está não apenas nos EUA, no Japão e na Europa, mas também, e cada vez mais, na China, na Índia e em diversos outros países. Assim, um processo abrangente de inovação aberta tem que tomar como premissa essas duas dimensões básicas: o conhecimento cresce exponencialmente e democratiza-se geograficamente.

Trabalhar de forma sustentável, no sentido pleno da palavra, pode significar inclusive não reinventar a roda. Assim, acessar essas fontes diversas de conhecimento, de forma ampla, e dar uso a informações já disponíveis, encaixando-as nos problemas existentes, poderia ser uma definição de inovação aberta. É evidente que essa definição é reducionista e enxerga o assunto apenas pelo lado da oferta (de conhecimento).

De qualquer forma, ampliar a capacidade de processamento de informação naturalmente deveria ampliar nossa capacidade de encontrar e testar soluções. É evidente também que tudo isso é mais fácil dizer do que fazer.

Por Neuza Arbocz, para o Instituto Ethos

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CONFERÊNCIA ETHOS 2013
Realização:
 Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social;
Parceiros Institucionais: Alcoa, CPFL, Natura, Vale e Walmart;
Parceiro Estratégico: Roland Berger
Patrocinadores “Master Apresenta”: Santander, Itaú Unibanco e Bradesco;
Patrocinadores Ouro: Bradesco, Itaú Unibanco e Santander;
Patrocinador Prata: Caixa;
Patrocinadores Bronze: Queiroz Galvão e Shell.

SERVIÇO
O quê: Conferência Ethos 2013, com o tema “Negócios Sustentáveis: Oportunidades para as Empresas e para o Brasil”;
Data: De 3 a 5 de setembro de 2013;
Local: Teatro GEO, no edifício do Instituto Tomie Ohtake;
Endereço: Rua dos Coropés, 88 (altura do nº 201 da Av. Brigadeiro Faria Lima) – Pinheiros, São Paulo (SP);
Inscrições: Pelo site www.ethos.org.br/ce2013.

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