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Empresas podem ser diplomadas em boas práticas de trabalho decente

22/01/2015

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Seis empresas paulistas iniciam o processo de auditoria para receber até o final de fevereiro a Diplomação em Boas Práticas de Trabalho Decente.

A Secretaria de Relações do Trabalho (Sert) do Estado de São Paulo promoveu nesta terça-feira (20/1) uma solenidade no Palácio dos Bandeirantes da qual participaram representantes dos trabalhadores, de empresas, de entidades e sindicatos, oportunidade em que foram apresentadas as empresas HanesBrands, Accenture, KPMG, Sodexo, Fersol e RG Serviços que se inscreveram para concorrer à Diplomação em Boas Práticas de Trabalho Decente. A partir de agora, elas serão submetidas a uma auditoria que vai qualificá-las dentro das normas estabelecidas pela secretaria e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com a OIT, o trabalho decente contempla o combate ao trabalho escravo e infantil, a promoção da igualdade de raça e gênero, o acesso a direitos como sindicalização e aposentadoria e a garantia de um ambiente de trabalho seguro, entre outros parâmetros.

Segundo explicou Letícia Mourad, supervisora do Trabalho Decente da Sert, a diplomação será possível graças a uma iniciativa do Estado de São Paulo, em parceria com a Fundação Escola de Sociologia e Política (Fesp). Desde 2011, elas vêm desenvolvendo para o público de interesse (setor público e privado) ações que culminaram nas oficinas preparatórias em todo o Estado e depois com a Caravana do Trabalho Decente em nove regiões administrativas, perfazendo um total de mais de 2.500 profissionais, estudantes, empresários e formadores de opinião que tiveram acesso às palestras e debates em torno do tema.

Eufrozino Pereira, secretário adjunto de Relações do Trabalho, destacou que a união de esforços entre governo, empresas e trabalhadores é crucial para que as medidas saiam do papel. “Cabe a todos nós, baseados na ética e no compromisso social que assumimos em nossa vida pública ou empresarial, fazer com que esse conceito ultrapasse as barreiras ideológicas. Que o trabalho decente efetivamente ganhe as mentes e as ruas e se transforme num caminho possível e viável, por meio da nossa força em conjunto. É certo que o trabalho decente virá dessa união que se faz aqui hoje.”

Rafael Cervone, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), destacou que a entidade participa de todos os fóruns de trabalho decente: municipais, estaduais, nacional e até internacional. Ele elogiou a iniciativa e parabenizou as empresas que se inscreveram. “É um ato de coragem expor-se, mas é um ato de muita valia, porque vocês servirão, com certeza, de inspiração para todos os demais setores.” O setor têxtil e de confecção conta com 1,5 milhão de empregados diretos, contingente que chega a 8 milhões de pessoas em toda a cadeia produtiva. E o Estado de São Paulo representa mais de um terço do PIB de US$ 55 bi do setor.

Gabriela Santos e Lisandra Arantes, coordenadoras de Políticas Públicas do Instituto Ethos, representaram a organização no evento.

Texto baseado em matéria da CDN para a Sert.

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