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Sete cidades em que o “culto aos carros” perde espaço

22/07/2015

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Elas começam a perceber, mesmo lentamente, que as ruas devem priorizar as pessoas e que os carros não fazem muito sentido no contexto urbano.

Depois de conviverem mais de um século com o desenvolvimento dos automóveis, algumas cidades pelo mundo começam a perceber, mesmo lentamente, que as ruas devem priorizar as pessoas e que os carros não fazem muito sentido no contexto urbano. Em que pesem as sensações de independência e conforto, também é notório levar em conta fatores negativos como a poluição atmosférica, as mortes no trânsito e os frequentes congestionamentos.

Só para se ter ideia, um estudo britânico constatou que os motoristas têm se movido, em média, mais lentamente do que os ciclistas em algumas horas do dia e, como se não bastasse, ainda gastam 106 dias de suas vidas à procura de lugares para estacionar.

A revista Fast Company listou sete cidades pelo mundo que restringem cada vez mais a circulação de carros, por meio de medidas que buscam democratizar mais o espaço urbano.

Madrid sem carroMadrid (Espanha)

A capital da Espanha já proibiu o tráfego em determinadas ruas da cidade e, neste mês, a zona livre de carros está sendo ampliada. A área permitirá que os moradores dos bairros do entorno possam usar seus veículos, mas os motoristas de outras áreas não serão autorizados, sob pena de pagar uma multa de US$ 100. A medida faz parte de um plano mais amplo do poder público, que busca tornar o centro da cidade livre de carros nos próximos cinco anos. Ao todo, 24 das ruas mais movimentadas serão redesenhadas para privilegiar os pedestres. Para completar, os carros mais poluentes terão de pagar mais caro para estacionar.

 

Paris sem carroParis (França)

No ano passado, quando os níveis de poluição atmosférica em Paris chegaram ao topo, a cidade chegou a promover rodízio entre os veículos. Como, depois da iniciativa, os poluentes chegaram a cair 30% em algumas áreas, a meta agora é desencorajar o uso dos carros com maior frequência. No centro da capital francesa, as pessoas que não vivem nos bairros locais não serão autorizadas a dirigir nos finais de semana – regra que poderá em breve ser estendida para todos os dias.

Até 2020, o poder público planeja dobrar o número de ciclovias na cidade, proibir carros a diesel e limitar certas ruas aos veículos convencionais, priorizando os automóveis elétricos e outros modelos com baixo nível de emissões. O número de motoristas em Paris já começou a cair. Em 2001, 40% dos parisienses não possuíam carro; agora, esse índice é de 60%.

 

Chengdu sem carroChengdu (China)

Uma nova cidade satélite planejada no sudoeste da China pode servir de modelo para um município moderno: em vez de projetadas para os carros, as ruas são desenvolvidas de modo que qualquer localização possa ser alcançada em 15 minutos a pé.

Os planos, desenhados pelos arquitetos Adrian Smith e Gordon Gill, de Chicago (EUA), não buscam a proibição total dos carros, mas apenas metade das vias permitirão veículos motorizados. A cidade também promete priorizar o transporte público, mas a maioria da população prevista de 80.000 pessoas vai ser capaz de ir para o trabalho a pé. O projeto foi originalmente planejado para ser concluído em 2020, a depender das questões de zoneamento.

 

Hamburgo sem carroHamburgo (Alemanha)

Apesar de Hamburgo não planejar a proibição de carros no centro, a cidade tem pensado em medidas para desencorajar o uso dos automóveis. Um exemplo é a construção de uma “rede verde” que irá conectar parques, tornando possível ir de bicicleta ou a pé para qualquer lugar. A rede irá cobrir 40% do espaço do município.

 

 

 

Helsinque sem carroHelsinque (Finlândia)

A capital finlandesa espera uma enxurrada de novos residentes ao longo das próximas décadas, mas menos carros serão permitidos nas ruas da cidade. Seu mais novo plano projeta a transformação de áreas dependentes de automóveis em comunidades densas, tranquilas, ligadas ao centro por meio de um rápido e eficiente transporte público. A cidade também está construindo novos serviços de mobilidade on-demand para facilitar a vida dos cidadãos. Um novo aplicativo que está sendo testado permitirá que as pessoas acessem, instantaneamente, uma bicicleta ou um carro ou táxi compartilhado; ou encontrem o ônibus ou trem mais próximos. Em uma década, a cidade espera tornar os carros completamente desnecessários.

 

Milao sem carroMilão (Itália)

Milão testa atualmente uma nova maneira de manter os carros fora do centro da cidade: se os motoristas deixarem seus veículos em casa, eles ganharão vale-transporte gratuito. Um sistema conectado à internet no painel dos carros mantém o controle de localização, de modo que ninguém possa tentar burlá-lo. Para cada veículo deixado em casa, a prefeitura envia um voucher com o mesmo valor de um bilhete de ônibus ou de trem.

 

Copenhague sem carroCopenhague (Dinamarca)

Há 40 anos, o tráfego em Copenhague era tão ruim como em qualquer outra grande cidade. Agora, mais da metade da população utiliza a bicicleta como meio de transporte. As zonas para ciclistas passaram a ser introduzidas no centro da cidade na década de 1960. A capital dinamarquesa dispõe hoje de 200 km de ciclovias e até autoestradas para bicicletas em seus arredores. Vender carros nessa cidade europeia não parece um bom negócio.

 

 

Será que essa tendência de restringir os carros e democratizar o espaço público vai chegar ao Brasil também? Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura já estuda a possibilidade de fechar a Avenida Paulista para carros aos domingos.

Ciclovia_Av Paulista_20150628_inauguracaoOs estudos são realizados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), sob o comando do prefeito, Fernando Haddad, e do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. “É uma tendência internacional de grandes cidades reservar espaços públicos para que pedestres e ciclistas se encontrem, a fim de haver uma maior aproximação entre as pessoas. Não só em parques, mas também em vias”, explicou Haddad.

Tida como “coração de São Paulo”, a avenida é cenário de diversos atos, como manifestações políticas e culturais, festas e protestos, e tem sua interdição como rotina. Tatto afirma que “se tem um lugar que todo mundo tem experiência de fechamento na cidade é a Avenida Paulista”.

Fonte: Portal EcoD

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