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Empreendedorismo e inclusão no Estado de São Paulo

11/06/2015

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PcD_Executivo“Não são as características pessoais que determinam o sucesso de uma empresa, mas a determinação e o conhecimento do negócio.”    

Por Ana Paula Peguim*

Ser dono do próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros: ter a oportunidade de fazer o que gosta, ter autonomia e vencer desafios. Prova disso é que são abertas no Brasil 500 mil empresas por ano, 150 mil somente no Estado de São Paulo. Observe-se que 99% dessas empresas são micro e pequenas, que contribuem com 27% do produto interno bruto do país e são responsáveis por 52% das carteiras assinadas e 40% da massa salarial.

Diante de números tão grandes, percebemos o quão importante é a força das micro e pequenas empresas, que movem um país inteiro e contam com empreendedores empenhados, conquistando seu espaço no meio empresarial.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, do IBGE, o Estado de São Paulo conta com 1,8 milhão de empresários. Dentre eles, 36% fazem parte do comércio, 67% são homens e 71% têm de 35 a 64 anos de idade. Nas empresas do tipo microempreendedor individual (MEI), 52% são homens, 55,6% têm de 31 a 60 anos de idade e cerca de 48% trabalham em estabelecimento fixo.

A atuação da mulher empreendedora vem aumentado a cada ano. No Estado de São Paulo, existem 590 mil empresárias, que representam 28,2% das donas de negócio do país. Muitas dessas mulheres abrem suas empresas por identificar uma demanda de mercado, e não apenas para completar a renda da família.

O importante nos dados aqui apresentados é perceber que para empreender não há uma idade específica que determine o sucesso. O que faz toda a diferença são o desempenho, a determinação e a motivação em exercer as características empreendedoras. Os fatores de sucesso de uma empresa estão na competitividade e na inovação que detêm para se manter no mercado.

E este empenho encontramos também nas pessoas com deficiência empreendedoras.

De acordo com uma pesquisa do Sebrae-SP a partir de dados do IBGE, no mercado em geral, 61% da população paulista é economicamente ativa, ou seja, estão trabalhando ou buscando oportunidades de trabalho. Contudo, menos de 50% das pessoas com deficiência fazem parte dessa população ativa. Em números, esse grupo é composto por 1,17 milhão de pessoas com deficiência visual, 420,5 mil com deficiência auditiva, 840,9 mil com deficiência física e 468,3 mil com deficiência intelectual.

Outro dado importante da pesquisa é que, no mercado paulista, 21% das pessoas ocupadas são empreendedoras, das quais entre 23% e 27% apresentam alguma deficiência.

Para conhecer o perfil desses empreendedores, temos os seguintes números:

  • De 55% a 72% são do sexo masculino;
  • De 42% a 68% têm mais de 50 anos de idade;
  • O setor predominante é o industrial, com a representatividade de 30% a 32%, seguido de serviços, com 26% a 30%;
  • A maioria desses empreendedores tem deficiência física.

No contexto geral, percebemos que não são as características pessoais que determinam o sucesso de uma empresa, e sim a determinação, o conhecimento que se tem do próprio negócio, bem como a competividade e a inovação. A oportunidade existe para todos, mas exercer as características empreendedoras é o caminho para o sucesso.

Nesse sentido, vale ressaltar que a pessoa com deficiência tem um caminho a trilhar. E que a sua inclusão depende primeiramente dela e, em segundo lugar, das oportunidades que existem no mercado de trabalho. Cabe à pessoa com deficiência escolher entre ser “empreendedor”, e se desafiar em ter seu próprio negócio, ou ser “funcionário” e colocar em prática o intraempreendedorismo, potencializando suas atividades dentro da empresa.

Uma terceira responsabilidade é nossa! Cabe a nós olhar o empreendedor ou funcionário com deficiência como “pessoa” e conseguir enxergar suas potencialidades, competências e habilidades. Cabe-nos também aprender a olhar a deficiência como característica pessoal, e não como fator que determina a capacidade do indivíduo.

O empreendedorismo não está na existência ou não de deficiência. Ele existe na determinação, no comprometimento e no desejo de se ter o próprio negócio. E por isso ele é tão importante para a inclusão, por abrir portas e permitir que todos se desafiem e se posicionem no meio empresarial.

* Ana Paula Peguim é coordenadora de Acessibilidade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP).

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