ETHOS INSTITUCIONAL

Os encaminhamentos frente aos desafios para a economia mineira


01/08/2019

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Conexões Ethos em BH refletiu sobre mineração, meio ambiente, integridade e ODS

O Conexões Ethos em Belo Horizonte reuniu empresas e o poder público para debater a recuperação da economia mineira aprofundando a transparência e integridade da segurança ambiental, para que a atividade industrial mineira construa uma trajetória para uma economia mais diversificada.

Na abertura do evento, Diogo Dias Gonçalves, assessor da presidência da FIEMG, afirmou que “é preciso um olhar atento para que a inatividade da mineração não paralise o estado”. Caio Magri, diretor-presidente do Ethos, desafiou os empresários: “Devemos olhar menos para a rentabilidade do trimestre e mais para o desenvolvimento a longo prazo. Se o futuro é a gente que escolhe, devemos estar prontos para o que queremos criar”, afirmou.

 O setor de mineração foi um dos destaques, no qual as empresas presentes no primeiro painel do dia se manifestaram dispostas a modernizar a comunicação com a sociedade e a estabelecer uma estratégia de ação mais transparente, a fim de retomar boas práticas no setor e retomar a credibilidade, como explicou Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM): “O setor da mineração está hoje demonizado, a palavra é forte, mas é a verdade. A sociedade como um todo, mas principalmente o jovem, precisa voltar a acreditar na mineração”.

Sobre os desafios na mineração, Carlos Mahfuz, diretor jurídico da Alcoa, destacou que “vivemos um momento sui generis”, enquanto Aldo Souza, diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Anglo American no Brasil constatou que “temos inúmeros exemplos ruins da mineração, fáceis de lembrar e difíceis de esquecer.”

Frente a esse cenário, qual o caminho para a mudança? Para Mahfuz, “cabe às empresas mudar esse contexto e resgatar a confiança. Considerando que há modelos de como fazer a convergência que, não necessariamente, têm grande impacto financeiro”. Aldo explicou que na Anglo American “essa transformação acontece a partir de três pilares: ser uma empresa confiável, ter uma atuação junto à comunidade e ter cuidado com o meio ambiente”.

Sobre a agenda do meio ambiente, para o secretário executivo da ONG ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Rodrigo Perpétuo, “o caminho do desenvolvimento a partir de uma perspectiva da natureza coloca em pauta a matriz inversa, com foco nas pessoas”, ele observou ainda que “está faltando estratégia e dar centralidade a essa questão para que o estado ingresse numa economia verde”. Já a Fundação SOS Mata Atlântica, que também integrou ao segundo painel, explicou que “ainda temos um país muito atrasado” em termos de adaptação para mitigação de riscos e que a proposta da Fundação “é de agregar valor”.

Uma questão que causa incômodo para todos os setores é a corrupção. O painel que discutiu ética, integridade e compliance foi essencial para traçar rumos da economia mineira. Representantes da MRV e da Unimed/BH, reconhecida com o selo Pró-Ética, compartilharam práticas adotas nas respectivas empresas. “O suporte aos executivos é uma forma estratégica de atendê-los contemplando uma mentalidade de compliance“, contou Ana Thelbia Marinho Ameno, coordenadora de Compliance da MRV Engenharia. E, Vivian Nicele Andrade, gerente de Governança, Riscos e Compliance da Unimed-BH, explicou que “é preciso transformar o compliance no dia a dia trazendo a teoria para a prática”.

De forma a analisar a integridade sob um viés pautado pela psicanálise, o Professor Doutor Bernardo Monteiro de Castro abordou a questão através do arquétipo do herói. “Se não houver uma cultura de integridade vamos mais uma vez acreditar no herói e na enganação que é criada para a criação do mesmo”, avaliou.

Rodrigo Fontenelle, Controlador-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG), enfatizou que “não basta só acabar com a corrupção, precisamos também acabar com a ineficiência dos gastos.”

Por fim, o último painel do dia considerou todas as discussões anteriores a partir a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas empresas. Adair Xavier Júnior, coordenador de acabamento da Cataguases, constatou que apesar das metas serem variáveis a cada ano, a divulgação, mesmo que internamente aos colaboradores da empresa, “ainda está muito embrionária” e que, neste aspecto, ainda cabe investimentos, mesmo com os vários projetos que a empresa já introduziu.

Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

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