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Pandemia reduz exportação do Brasil

País já sofre com competitividade na economia e especialistas dizem que situação pode piorar

11/08/2020

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País já sofre com competitividade na economia e especialistas dizem que situação pode piorar

Os efeitos da crise nas exportações de bens de alta complexidade foram muito mais acentuados do que nas exportações de bens de baixa complexidade, a maioria dos estados teve saldo comercial positivo em produtos de baixa complexidade e negativo em produtos de alta complexidade, destaca o boletim 19 elaborado pela Rede Solidária de pesquisa para a iniciativa “Covid-19: Políticas Públicas e as Respostas da Sociedade”.

Antes da pandemia, o Brasil ainda não havia se recuperado da crise econômica dos últimos anos e o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% em 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho mais fraco em 3 anos, com o resultado afetado, principalmente, pela perda de ritmo do consumo das famílias e dos investimentos privados. Em valores correntes, o PIB do ano passado totalizou R$ 7,3 trilhões em 2019.

Agora, temos as exportações em queda maior nos estados com estrutura produtiva mais complexa enquanto as importações caíram mais nos estados com estrutura produtiva menos complexa. Um total de 17 estados brasileiros tiveram queda das exportações de bens de alta complexidade, superior a 20% em relação ao primeiro semestre de 2019.

Em 2019, as exportações somaram US$ 225 bilhões, uma queda de 5,8% em relação ao ano anterior (2018), que registrou US$ 239 bilhões. Já as importações somaram US$ 177 bilhões, uma queda de 2,1% sobre as compras internacionais em 2018. No entanto, este cenário foi agravado pelo impacto do coronavírus, o FMI prevê queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano. Além disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a desaceleração do comércio internacional causada pela pandemia vai resultar em uma retração das exportações brasileiras entre 11% e 20% em 2020, levando as vendas do país para um patamar inferior aos US$ 200 bilhões.

“Vários estudos indicam que a redução da produção competitiva de bens de alta complexidade, caso se torne permanente, gerará efeitos negativos sobre a taxa de crescimento do PIB per capita brasileiro, sobre o nível de desigualdade de renda e sobre a intensidade de emissões de gases de efeito estufa. É fundamental que as autoridades públicas elaborem e executem políticas voltadas para reverter os efeitos da epidemia sobre a produção de bens de alta complexidade, exatamente para evitar uma forte regressão na produtividade e na competitividade do país”, alerta o documento.

Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

Foto: Unsplash

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