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Programa de Sustentabilidade de Ponta a Ponta: resultados práticos

28/11/2013

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O programa do Walmart busca ampliar os atributos de sustentabilidade de diversos produtos de marcas líderes presentes em nosso cotidiano.

Por Jorge Abrahão*

Sabe o molho de tomate Pomarola? A Cargill, que o fabrica, aceitou o desafio do Walmart Brasil para torná-lo mais sustentável. E conseguiu. A marca integrou a terceira edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta, cujos resultados foram apresentados no último dia 5 de novembro.

O programa foi idealizado em 2009, com o objetivo de ampliar os atributos de sustentabilidade de diversos produtos de marcas líderes presentes no cotidiano dos brasileiros. Assim sendo, empresas detentoras de marcas tradicionais e com importante participação nos mercados nos quais atuam são convidadas pelo Walmart a aceitar o desafio de avaliar o próprio negócio em busca de oportunidades para reduzir os impactos ambientais do ciclo de vida de um de seus produtos.

A metodologia de avaliar os ciclos de vida e aferir os resultados foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), de Campinas, órgão vinculado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os critérios que as empresas levam em conta para apresentar produtos inovadores são: consumo de água, emissões de carbono, combustível, embalagem, energia, logística, pessoas e resíduos.

Molho de tomate mais sustentável

A segunda participação da Cargill no programa do Walmart promoveu o engajamento de um time de 60 funcionários e de 30 fornecedores para levar às gôndolas um molho de tomate com processos mais eficientes, desde o campo.

Como melhoria para os fornecedores, esteve a inclusão do protetor solar como equipamento de segurança para os plantadores de tomate, com aulas de conscientização nas fazendas sobre a importância do uso do produto. A Cargill, em parceria com a Nivea, que também participou do programa, forneceu o protetor necessário. Na logística, o uso de caminhões com maior capacidade de carregamento somada a uma readequação na maneira de carregar a mercadoria possibilitaram o aumento na quantidade de tomates transportada por viagem, o que reduziu o número de viagens e, por consequência, o total de emissões de carbono associadas ao molho.

Dentro da fábrica, uma nova forma de montagem das embalagens reduziu o volume de papelão utilizado. E aprimoramentos tecnológicos na caldeira, junto com a substituição de motores, aumentaram a eficiência energética dos processos.

O resíduo orgânico, que ia para aterro, agora é enviado para compostagem. Na logística de distribuição para grandes clientes, as entregas passaram a ser feitas por rodotrem (um tipo de caminhão composto por um cavalo e dois ou mais semirreboques), em lugar de caminhões comuns, reduzindo o número de viagens e as emissões de carbono.

Óleo de soja com garantia de origem

A maionese Hellmann’s, produzida pela Unilever, encarou o desafio de ter uma linha de produção mais responsável. Para isso, aposta da certificação do óleo de soja: até 2020, quer ter 100% dessa matéria-prima agrícola sustentável, por meio de verificações e certificações. Com esse propósito, a Unilever comprou, inicialmente, créditos da Associação Internacional da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês), prática que assegura ao agricultor recursos para produzir soja de forma sustentável; tais créditos cobrem atualmente todo o óleo de soja utilizado na linha Hellmann’s.

A Unilever também tem aliado essa iniciativa a ações de conscientização de seus fornecedores de soja, para que busquem a certificação de suas propriedades. Para os ovos, a empresa incentiva a criação de galinhas no sistema “sem gaiolas”, que prioriza o bem-estar animal. A empresa também adotou melhorias que levaram à redução no uso de água dentro da fábrica.

Com foco no consumidor, a marca Hellmann’s apoiou o programa Meu Prato Saudável, uma das maiores ações já realizadas no país sobre reeducação alimentar e nutrição saudável, que chegou a 580 mil pessoas.

Arroz Pilecco

Uma das estrelas do cardápio nacional, o arroz pode ser melhor e mais sustentável? A Pilecco Nobre Alimentos aceitou o desafio do Walmart e escolheu a embalagem do arroz de cinco quilos, com sementes selecionadas, para levar ao prato dos brasileiros um produto que carrega compromissos socioambientais. Para tanto, a empresa investiu em tecnologia e buscou soluções inovadoras.

No plantio, a lâmina d’água foi substituída por um sistema de gotejamento subterrâneo para irrigar as lavouras, propiciando uma economia de 740 mil m3 de água e de 241 mil kWh de energia elétrica. No beneficiamento, momento em que é retirada a casca do arroz e o grão é polido, um novo equipamento reduziu a quantidade de grãos perdidos. Na secagem, o calor necessário para o processo passou a ser gerado pela queima da casca do arroz, em vez de lenha, diminuindo o desperdício de grãos (que não se quebram). Com os novos sistemas de beneficiamento e secagem, houve redução de desperdício de 67 mil quilos.

A embalagem passou a ser confeccionada em plástico verde, feito a partir da cana-de-açúcar. No aspecto social, a Pilecco Nobre iniciou ação em escolas públicas de São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul sobre nutrição e consumo consciente.

Cápsulas de inovação

A Procter & Gamble participa pela segunda vez do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta com a marca Ariel. Da primeira vez, trouxe o conceito do sabão líquido concentrado para lavar roupa. Agora, apresentou o sabão líquido em cápsulas de dose única. Cada cápsula contém sabão líquido superconcentrado, removedor de manchas e abrilhantador, e é suficiente para lavar até dez quilos de roupas na máquina.

Comparada ao sabão em pó, a cápsula apresentou uma série de vantagens. Por exemplo: ela é quatro vezes mais compacta que a dose mínima de 100 g de sabão em pó. Assim, a cápsula evita o envio de 150 mil kg de sólidos para tratamento de efluentes. Na fabricação, são evitadas etapas de secagem do produto, necessárias no sabão em pó. O alto nível de concentração também proporciona economia de água. Em um ano, foram mais de 45 mil litros de água economizados.

* Jorge Abrahão é presidente do Instituto Ethos.

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