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Responsabilidade social deve estar atrelada aos pequenos negócios

16/09/2014

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A convite do Sebrae-RN, diretor-presidente do Instituto Ethos dá palestra em Natal sobre responsabilidade social nas micro e pequenas empresas.

As práticas de responsabilidade social já são encaradas como parte integrante da rotina corporativa, unindo preocupação com o meio ambiente e contribuição para uma sociedade melhor. Para propor essa ideia aos empreendedores locais, o Sebrae no Rio Grande do Norte promoveu, nesta sexta-feira (12/9), a palestra “O Instituto Ethos e a Responsabilidade Social nas Micro e Pequenas Empresas”, no salão de eventos da instituição. A palestra foi ministrada pelo diretor-presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão.

Participaram do evento, empresários e convidados interessados na ideia de empreender com responsabilidade. Para o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, a iniciativa visa estimular as empresas locais a compreender a importância do conceito e colocá-lo em prática. “Falar de responsabilidade social aqui é uma coisa muito distante. Mas queremos aproximar essa atitude cada vez mais dos empresários locais. Por isso, essa parceria é uma ação pioneira, a qual pretendemos que vire referência nacional”, diz o diretor.

Segundo Jorge Abrahão, o Instituto Ethos nasceu em 1998, a partir da reunião de empresários conscientes dos desafios da construção de uma sociedade mais justa. Em 2000, foi criado um sistema de avaliação da gestão empresarial, que funciona por meio de indicadores que apontam o grau de responsabilidade social de uma empresa a partir de questionários dirigidos aos gestores. “São questões sobre diversos aspectos, que vão desde a relação com o público interno, passam pela comunidade em geral e vão até a forma como essa empresa lida com questões do meio ambiente”, explica.

Atualmente, os Indicadores Ethos são referência para empresas que desejem aprimorar sua gestão de forma responsável, pois a metodologia possibilita ao empresário gerar maior transparência no negócio, mapear áreas de risco, evitar crises de imagem, prevenir e combater a corrupção e, consequentemente, agregar valor ao produto ou serviço. “Funciona por meio de notas. Elas são dadas todo ano a partir dos questionários que aplicamos. Então o empresário mapeia seu grau de responsabilidade e pode trabalhar os pontos fracos para atingir melhores níveis de responsabilidade social”, explica Abrahão.

A ferramenta está disponível aos empresários potiguares que se associarem ao Ethos. Além de indicadores e planejamento para o avanço de ciclos, a parceria possibilitará ainda apoio remoto aos empreendedores, premiações sobre os melhores projetos, capacitações exclusivas para o programa, divulgação do nome da empresa no site do instituto e ainda um banner de empresa parceira.

De acordo com Abrahão, é preciso enxergar a implantação da responsabilidade social nas empresas não como uma tarefa, e sim como uma oportunidade.

O palestrante também abordou o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável, que começou a ganhar relevância no ano de 1972, a partir da Conferência de Estocolmo, passando pela Eco 92, no Rio de Janeiro, pela criação, em 2000, dos 8 Objetivos do Milênio e pela Rio+20, que aconteceu em 2012. “As ideias de desenvolvimento sustentável e intergeracionalidade só foram criadas graças à preocupação de algumas pessoas com o aumento da população e da expectativa de vida e com o uso de recursos naturais. Hoje, esses objetivos não podem mais ser só dos governos, mas das empresas também, e dos próprios cidadãos”, avalia.

A palestra se encerrou com um bate-papo entre Abrahão e os participantes. Pesquisadora associada do Programa Agente Local de Inovação (ALI), Louise Cabral relatou ao palestrante a constante confusão que as empresas fazem com os termos “filantropia” e “responsabilidade social”, como se tivessem o mesmo significado. Assim, ao desenvolverem ações filantrópicas, os empresários já estariam implantando a responsabilidade social. “Acontece que a filantropia é quase uma terceirização de questões sociais, enquanto a responsabilidade social se refere à empresa na sua mudança de hábitos”, respondeu o presidente do instituto Ethos.

Por Nathalia Aires, do Sebrae-RN

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