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Ricardo Geromel fala sobre grandes fortunas e negócios sustentáveis

19/09/2014

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Ele participa do “Momento Next – Inovação Consciente e Visão de Negócio”, atividade da Conferência Ethos a ser apresentada pelo Bradesco em 24/9.

“Momento Next – Inovação Consciente e Visão de Negócio” é o título de uma atividade a ser apresentada pelo Bradesco em 24/9, durante a Conferência Ethos 360°. Moderada pelo apresentador Cazé Peçanha, contará com a participação de Lourenço Bustani, CEO da Mandalah, e do especialista em bilionários Ricardo Geromel, que nos deu a entrevista que publicamos abaixo.

Geromel é colunista da revista Forbes desde 2011, na qual escreve sobre o universo dos bilionários, fazendo levantamento de fortunas e entrevistas para a publicação. Atuando nos cinco continentes ao longo da carreira, já foi comerciante de commodities agrícolas no Noble Group e gerente de projetos no Bolloré Group.

Instituto Ethos: Como grandes fortunas podem ajudar na formação de negócios sustentáveis?
Ricardo Geromel: A absoluta maioria dos bilionários é sensível à filantropia. Disse, certa vez, o bilionário Eli Broad: “Filantropia não é caridade. Caridade é só assinar cheques. Filantropia é um investimento pelo qual você deseja ver um retorno, quer se trate de avanços em pesquisas científicas ou no desempenho na educação, quer seja para atrair o público para as artes. Você quer ver resultados”.

Eu também mencionaria a campanha “The Giving Pledge” e diria que, fazendo filantropia, os bilionários perpetuam e incentivam negócios sustentáveis. Vale mencionar também o que Mohammed Yunus, ganhador do prêmio Nobel da Paz, afirmou: “Ganhar dinheiro é uma felicidade. Mas fazer outras pessoas felizes é uma superfelicidade”.

IE: Como uma pessoa preocupada em construir grandes fortunas pode construir também um legado em valores ambientais e sociais?
RG: Podemos citar o exemplo do bilionário John Mackey, fundador da Whole Foods, que encabeça o movimento Capitalismo Consciente, e Richard Branson, que em 2006 prometeu doar todos os lucros da Virgin Transportation, nos próximos dez anos, para causas relacionadas à “energia verde”.

IE: Como está o cenário das grandes fortunas no Brasil? Qual é o perfil do bilionário brasileiro? Ele se preocupa com sustentabilidade?
RG: Nos últimos dez anos, tivemos no Brasil a formação de uma nova classe média. Nos últimos anos a classe ultrarrica também vem crescendo. Em 2012, eram 37 os bilionários brasileiros. Esse número subiu para 44, em 2013, e para 65 em 2014, um crescimento de mais de 20%, acima da média mundial.

Mas, entre os atuais 65 bilionários brasileiros, 25 são parentes. As fortunas das 15 famílias mais ricas do Brasil representam 5% do PIB nacional. Aliás, temos no Brasil o primeiro caso de bilionário do etanol: Rubens Ometto, da Raízen.

IE: Você acha que o imposto sobre grandes fortunas tornaria mais viável a constituição de fundos e fundações que investissem recursos em pesquisa e desenvolvimento, como já ocorre nos EUA e Europa?
RG: Creio que a criação de maiores impostos causaria uma migração dos bilionários para outros países, como vimos no caso da França, quando grande parte dos bilionários mudou para a Suíça.

O que tenho visto é um grande movimento favorecendo a aquisição de pequenas empresas inovadoras em detrimento de investimentos em centros massivos de pesquisa e desenvolvimento, como era a norma no passado.

Por Letícia Paiva, do Instituto Ethos

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