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Roberto Pedote destaca importância da visão sistêmica

20/08/2013

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“Investir na formação de líderes para a sustentabilidade é uma necessidade cada vez mais atual”, diz o vice-presidente de Finanças e Jurídico da Natura.

Para sua Conferência anual, que ocorre entre 3 e 5 de setembro próximo, o Instituto Ethos está realizando uma série de entrevistas com convidados e palestrantes, para que o público possa conhecê-los melhor.

Desta vez, o destaque é para Roberto Pedote, vice-presidente de Finanças e Jurídico da Natura, integrante do Conselho do International Integrated Reporting Council (IIRC) e membro da Câmara Consultiva de Listagem da BM&F Bovespa. No terceiro dia do evento, o executivo analisará, junto com CFOs de outras empresas e instituições renomadas, que contribuições sua área pode dar para a definição de novas medidas de sucesso.

Para situar sua participação, Pedote nos traz sua visão do atual momento dos negócios sustentáveis no Brasil.

Instituto Ethos: A Natura é uma das empresas brasileiras pioneiras em práticas sustentáveis e responsáveis. Como foi possível fazer frente à alta competição do mercado mantendo esses valores como base?
Roberto Pedote: Ao longo de sua história, a Natura tem mostrado sua vocação para ser uma empresa engajada, comprometida de fato com o desenvolvimento sustentável e com o uso consciente da natureza. Da escolha do nome “Natura” até a decisão estratégica de incorporar ativos da biodiversidade em nossos produtos, cuidar da natureza da qual somos parte e de sua riqueza está em nossa essência.

Nesse sentido, a sustentabilidade foi adotada como estratégia do negócio, influenciando todas as decisões da empresa, das mais simples e operacionais às mais complexas e estratégicas, sendo nosso principal vetor para inovação. E esse direcionamento de inovação criou grandes oportunidades de negócio, apresentando resultados econômicos muito satisfatórios para a companhia.

Ou seja, num mercado aquecido e concorrido como o de cosméticos e higiene pessoal, a busca pelo desenvolvimento sustentável tem se mostrado um diferencial importante para a consolidação de nossa empresa.

IE: Qual é a importância para o Brasil de um instituto como o Ethos, voltado para a promoção e o fortalecimento da responsabilidade social empresarial?
RP: Na década de 1990, a Natura começou a participar de forma estruturada do movimento de ampliação da responsabilidade social corporativa no Brasil e por isso se engajou diretamente na criação do Instituto Ethos, que se mantém até hoje como um ator fundamental na educação e na disseminação das melhores práticas para o desenvolvimento sustentável.

Vejo que o trabalho do Ethos impulsiona o debate inclusive em empresas de capital aberto, que precisam demonstrar a seus acionistas a relevância de um comportamento socialmente responsável para o retorno econômico a médio e longo prazo.

IE: Na sua visão, comparado com o que ocorre no exterior, qual é o grau de engajamento e maturidade das empresas brasileiras face ao tema sustentabilidade?
RP: Como membro do International Integrated Reporting Council (IIRC), organização internacional que propõe os princípios fundamentais para a elaboração de relatórios integrados, vejo evoluções consideráveis nas empresas brasileiras, que se mostram cada vez mais interessadas e engajadas no debate.

As empresas nacionais já se destacam na gestão e relato integrado de seus resultados econômicos, sociais e ambientais. A responsabilidade que as companhias têm no uso responsável das riquezas sociais e ambientais de nosso país já é reconhecido.

O desejo, agora, é ver o tema fazer parte do planejamento estratégico das empresas e não ser apenas uma ferramenta de remediação de impactos. É preciso estar no centro dos negócios.

IE: Quais são e onde estão as melhores oportunidades ligadas a negócios sustentáveis e responsáveis no país?
RP: Acredito que as oportunidades estão em todo lugar, para empresas de todos os setores, sem receitas prontas. Para que sejam despertadas as melhores ideias, precisamos estimular um ambiente favorável à criatividade e à inovação, que permita desconstruir e reconstruir, que reconheça o erro como parte do aperfeiçoamento contínuo.

Nesse sentido, investir na formação de líderes para a sustentabilidade, que tragam uma visão sistêmica e autocrítica e sejam capazes de ouvir e entender a realidade “além da mesa do escritório”, é uma necessidade cada vez mais atual.

Por Neuza Arbocz, para o Instituto Ethos

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CONFERÊNCIA ETHOS 2013
Realização:
 Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social;
Parceiros Institucionais: Alcoa, CPFL, Natura, Vale e Walmart;
Parceiro Estratégico: Roland Berger
Patrocinadores “Master Apresenta”: Bradesco, CPFL Energia, Itaú Unibanco, Petrobras, Santander e Sebrae;
Patrocinadores Ouro: Bradesco, Itaú Unibanco e Santander;
Patrocinador Prata: Caixa;
Patrocinadores Bronze: Queiroz Galvão e Shell;
Aliança Estratégica: Avina.

SERVIÇO
O quê: Conferência Ethos 2013, com o tema “Negócios Sustentáveis: Oportunidades para as Empresas e para o Brasil”;
Data: De 3 a 5 de setembro de 2013;
Local: Teatro GEO, no edifício do Instituto Tomie Ohtake;
Endereço: Rua dos Coropés, 88 (altura do nº 201 da Av. Brigadeiro Faria Lima) – Pinheiros, São Paulo (SP);
Inscrições: Pelo site www.ethos.org.br/ce2013.

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