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Encontro do MEBB enfoca a criação de negócios sustentáveis

12/12/2012

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No seminário realizado nesta terça-feira, empresários, governo e especialistas concordaram: conservar a natureza é bom para os negócios.

O II Seminário do Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEBB) reuniu, nesta terça-feira (11/12), cerca de 60 representantes de empresas, governo e especialistas em torno de um debate sobre a criação de negócios sustentáveis. O evento aconteceu no auditório do escritório Tozzini Freire Advogados, em São Paulo. A principal conclusão é de que investir na conservação da natureza pode ser um bom negócio para a economia.

O diretor presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão abriu o evento ressaltando o papel dos empresários na criação de um ambiente favorável para investimentos que levem em conta a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos no Brasil.

Abrahão lembrou a participação do MEBB na formulação da proposta das metas brasileiras para a conservação da biodiversidade e o avanço das discussões no setor empresarial sobre a necessidade de uma nova lei de acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios. “Estamos diante de uma fronteira de diferentes dimensões econômicas, que mostram, cada vez mais, que devemos nos mobilizar”, conclamou.

Ramon Ortiz, sócio da empresa de consultorias empresariais Ecométrika, introduziu o tema dos serviços ecossistêmicos como oportunidades de negócios sustentáveis. Ele destacou a importância dos instrumentos de mercado para a conservação da biodiversidade, mas afirmou também que as políticas públicas de comando e controle como regulamentação e fiscalização devem se unir para a valorização da biodiversidade.

Conservação dá lucro

Gestora executiva do projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Helena Carrascosa disse que o governo do Estado está atento para a transição que deve ocorrer na direção dos negócios sustentáveis e citou como exemplos de ação na esfera pública as compras sustentáveis, o ICMS Ecológico, o uso racional de água e a gestão de resíduos desenvolvidos pelo governo paulista.

A importância de reduzir custos e impactos na geração de novos modelos de negócios foi tema da palestra de Fausto Rodrigues de Carvalho, gerente de Sustentabilidade da Fibria, empresa especializada em negócios florestais.

“Hoje discutimos o quanto vale termos uma área de preservação e enxergamos valores na biodiversidade, e não porque somos bonzinhos. Isso tornou-se parte importante do nosso negócio. Conservação dá lucro”, disse Carvalho.

Leontino Balbo, diretor da empresa Native que o diga. O empresário, que se tornou referência no mercado de produtos derivados da cana-de-açúcar, encerrou as apresentações da manhã com um balanço do trabalho da empresa nas últimas décadas.

Das plantações de cana no interior paulista na década de 1970 para os principais mercados consumidores de produtos orgânicos do mundo, a Native teve de mudar radicalmente sua maneira de enxergar e de fazer seu negócio.

A partir do cultivo orgânico das lavouras, investimento em pesquisa e desenvolvimento e a criação de tecnologias, a empresa ampliou seus projetos, diversificou a oferta de produtos e hoje ostenta a posição de modelo no setor.

Além dos produtos alimentícios. que vão de açúcar e café orgânico a biscoitos, granola e azeite de oliva, entre outros, a empresa gera sua própria energia para os processos produtivos e produz ainda para a indústria de cosméticos e para o setor de biocombustíveis.

São 82 produtos certificados pelas principais agências certificadores do mundo e um faturamento anual de US$ 210 milhões. Isso tudo mantendo a biodiversidade em excelentes condições – e, em alguns casos, aprimorando as condições de vida da fauna nativa –, aumentando a oferta de água e criando um cinturão de segurança social para as comunidades que se relacionam com a empresa.

Da redação do MEBB

Na foto: Ramon Ortiz, sócio da Ecométrika Consultorias Empresariais, Leontino Balbo, diretor da Native, Caio Magri, gerente-executivo de Políticas Públicas do Instituto Ethos, e Helena Carrascosa, gestora executiva do projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo.

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