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Sequência de painéis sobre desocupação juvenil abordará raça e gênero

Frei Davi, da Educafro, participa de diálogo da Conferência Ethos

28/09/2020

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Frei Davi, da Educafro, participa de diálogo da Conferência Ethos

Na terceira semana consecutiva de realização dos painéis com tema: Desocupação juvenil e o legado da pandemia – a dificuldade de ser jovem no Brasil, Frei Davi, da Educafro, será um dos participantes do diálogo que acontece nesta quinta-feira, 1 de outubro, às 16h50, no canal do Ethos no YouTube. 

Como parte de uma série de diálogos sobre a pandemia e a recessão da economia no Brasil observando o contexto da juventude, temas como o desemprego, a informalidade, salários baixos e a precariedade, que ameaçam o presente e o futuro de milhões de jovens, que veem sendo debatidos terão como aprofundamento, nessa semana, o racismo e a questão das mulheres.

O emprego juvenil se contraiu na maior parte dos países da América Latina, sobretudo nos que representam quase 90% da força de trabalho ocupada na América Latina e no Caribe, entre eles, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Conforme o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Covid-Stress, um em cada seis jovens perdeu o emprego durante a pandemia.

Exclusão histórica

De acordo com a série histórica do Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas, a população afrodescendente sofre com dificuldades para ascensão profissional, tendo presença simbólica nas posições mais altas das empresas. E, assim como o acontece com os afrodescendentes, as mulheres estão subrepresentadas no ambiente profissional.

Se, de um lado os negros estão tendo mais acesso ao ensino superior – dados do estudo revelam que durante o período 2003-2013, as matrículas em cursos de graduação aumentaram 40%, representando um aumento no  nível de instrução da população afrodescendente de 5,1 anos de estudo em 2003, para 6,5 em 2013 -, por outro lado, ainda de acordo com o Perfil, grande proporção dos gestores das empresas consultadas percebe como adequada a participação de afrodescendentes e mulheres em praticamente todos os níveis profissionais.

No caso dos afrodescendentes e para todos os níveis considerados, a maioria dos gerentes consultados considera adequada a representação desse grupo no quadro funcional e de supervisão (níveis nos quais a representação de afrodescendentes é de 35,7% e 25,9%, respectivamente), sendo que segundo o último Censo do IBGE, a população brasileira é formada por 50,74% de negros (7,61% pretos e 43,13% pardos). Em relação às mulheres, com exceção do quadro executivo, a maioria dos gerentes consultados também considera adequado o nível de participação feminina.

Ou seja, considerando essas questões, quais os desafios para as pessoas negras e mulheres no futuro que se configura, pós-pandemia? Esse é o ponto nevrálgico que estará em análise em mais um dia da Conferência Ethos 2020, virtual e gratuita.

Por: Rejane Romano, do Instituto Ethos

Foto: Unsplash

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