A participação dos povos indígenas nas decisões sobre o desenvolvimento dos territórios é fundamental para a construção de uma economia mais justa e sustentável. No Dia Nacional dos Povos Indígenas, o Instituto Ethos destaca a importância de ampliar espaços de diálogo e considerar os direitos, os conhecimentos tradicionais e as perspectivas das comunidades diretamente afetadas por atividades econômicas.
A reflexão foi trazida por Neidinha Suruí, conselheira do Instituto Ethos, indigenista e cofundadora da Kanindé – Associação de Defesa Etnoambiental. Para ela, pensar em soluções para a Amazônia exige incluir nas decisões quem vive, conhece e protege os territórios.
A participação dos povos indígenas também traz implicações para a atuação empresarial. Cadeias produtivas, projetos de mineração, agronegócio e outras atividades que chegam aos territórios precisam considerar os impactos sobre as comunidades e estabelecer processos de diálogo e participação que reconheçam seus direitos e conhecimentos.
A fala de Neidinha Suruí ocorreu durante o Festival +DH, realizado pelo Instituto Ethos em Belém, durante a II Semana do Clima da Amazônia, no lançamento do Guia para empresas: Proteção de Defensores de Direitos Humanos e Ambientais.
A publicação apresenta orientações para que empresas compreendam os riscos enfrentados por defensoras e defensores de direitos humanos e ambientais e fortaleçam medidas de proteção em sua atuação. A discussão também se relaciona aos desafios de construir relações responsáveis com comunidades e territórios nos quais as empresas estão presentes.
Para o Instituto Ethos, o desenvolvimento sustentável depende da criação de espaços reais de participação e da busca por soluções que conciliem atividade econômica, proteção socioambiental e respeito aos direitos humanos.
A discussão estará presente também na Conferência Ethos 2026, que reúne organizações, lideranças, especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios sociais, ambientais, tecnológicos e econômicos que impactam empresas e sociedade. Entre os eixos da programação estão direitos humanos, clima e os caminhos para um desenvolvimento mais justo e sustentável.












