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Camila Valverde, diretora-executiva da Fundação ArcelorMittal. Possui trajetória profissional de 25 anos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade social e projetos ESG. Anteriormente atuou como COO no Pacto Global da ONU – Rede Brasil, onde dirigiu a Frente de Impacto Global.

Esporte não se resume a uma bola de futebol, traves e chuteiras. Nem apenas as redes de vôlei, cestas de basquete, piscinas ou barras de ginástica. Sim, ele engloba tudo isso, além de carregar uma dose inigualável de emoção e paixão. Mas seu verdadeiro poder vai muito além das quadras e campos. O esporte é uma das mais potentes ferramentas de inclusão social, principalmente na base, junto a crianças e jovens.

Esse mecanismo é crucial em um país marcado por profundas desigualdades. Nosso amanhã como nação depende diretamente do fortalecimento de caminhos inovadores que transformem o potencial de nossos jovens em motor de desenvolvimento e mobilidade social.

A recente visita de crianças apoiadas pela Fundação ArcelorMittal à Arena MRV, em Belo Horizonte, mostra a força do impacto transformador dessas ações. Dezenas de meninos e meninas entraram em um estádio pela primeira vez, descobrindo espaços que antes existiam apenas pela televisão. Fizeram muitas perguntas, conheceram algumas jogadoras, imaginaram possibilidades e perceberam que também podem ocupar esses lugares.

A verdadeira transformação acontece exatamente nesses momentos. Quando uma criança amplia sua visão de mundo, ela passa a acreditar que pode ir além dos limites que muitas vezes lhe foram impostos pelas circunstâncias.

É por isso que falamos tanto sobre a relação entre esporte e educação. Ao caminhar lado a lado com o ensino formal, a vivência esportiva traduz, na prática, valores que os livros sozinhos, às vezes, não conseguem fixar, como disciplina, respeito às regras, trabalho em equipe e resiliência diante das derrotas. O jovem atleta aprende cedo que o esforço precede o resultado, e leva essa lição para a vida inteira. Desta lição, nasce a transformação social.

Por isso, quando investimos em esporte, não estamos simplesmente apoiando a formação de atletas. Estamos criando experiências capazes de despertar confiança, curiosidade e ambição positiva. Estamos ajudando jovens a descobrirem novas possibilidades para suas vidas.

O futuro que queremos construir depende inteiramente das escolhas e dos investimentos que fazemos no presente. Vejo diariamente o poder transformador de uma bola, de uma pista de corrida ou de um tatame. Por isso, reafirmo: apoiar o esporte é patrocinar a esperança. É acreditar que o amanhã do nosso país pode ser desenhado com mais oportunidades, menos barreiras e um horizonte repleto de cidadãos dignos, preparados e protagonistas de suas próprias histórias.