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CONFERÊNCIA ETHOS

Canal do YouTube do Ethos se amplia a cada semana

09/10/2020

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Confira destaques da Conferência Ethos 2020, desta quinta-feira (8)

A playlist com os vídeos dos painéis da Conferência Ethos 2020 no canal do Ethos no YouTube cresce toda quinta-feira. Para quem não assiste os diálogos ao vivo, pode fazer isso quando quiser, pois todos os debates estão salvos no canal. 

Confira alguns destaques desta quinta-feira, 8 de outubro: 

15h20 – Crise no Pantanal e o legado da deslegitimação da fiscalização – como o Brasil enfrenta essa tragédia? 

“Qual o motivo por trás dos incêndios e das ações de prevenção da destruição do bioma? Qual o futuro do Pantanal e qual é sua capacidade de regeneração?”, essas foram as perguntas norteadoras que a moderadora da conversa, Flavia Resende, coordenadora de Projetos de Meio Ambiente do Instituto Ethos, apresentou aos participantes.

Temos um governo que não sabe o que fazer e que não quer fazer, deixando a situação chegar ao ponto em que estamos vendo hoje, nossas riquezas e patrimônios ambientais estão sendo varridos do mapa. Uma parcela da floresta está entregue ao crime ambiental e não tem mais fiscalização funcionando em muitas áreas. Nossa fauna está sendo carbonizada e os incêndios florestais estão arrasando os nossos biomas. Não existe saída a não ser enfrentar o problema de frente. Um governo que nega o que está acontecendo jamais vai agir”, destacou Marcio Astrini, ambientalista e secretário-executivo do Observatório do Clima.

Cristina Cuiabália, gerente de Pesquisa e Meio Ambiente da Estância Ecológica Sesc Pantanal, completou a fala de Márcio apontando que “a prevenção tem que ser feita com corresponsabilidade. Poder público, federal e local, proprietários de terra, universidades, organizações da sociedade civil… somos todos corresponsáveis”, disse.

Sobre o futuro, Gustavo Figueirôa, integrante da Comunicação no Instituto SOS Pantanal, analisou que “a situação tende a piorar, quando começar a chover e não podemos esquecer do Pantanal porque o ano que e vem vai queimar de novo”, mas observou que “a esperança vem do fato de que o mundo está olhando para o Pantanal agora”.

16h50 – O acesso universal à informação e o avanço de sociedades de conhecimento inclusivas

Paula Oda, coordenadora de Projetos de Integridade do Instituto Ethos, explicou no início do painel que a discussão seria uma reflexão sobre o tema de acesso a informação, um direito humano e fundamental. Segundo ela: “vital para elaboração de novos caminhos para o desenvolvimento sustentável”. “Precisamos tirar as barreiras para o acesso à informação, que sempre observamos pelo prisma da transparência, mas esse é só o começo. Importante pensarmos aqui sobre as implicações para os direitos humanos quanto ao acesso à informação”, disse.

Julia Rocha, coordenadora interina do programa de Acesso à Informação da Artigo 19, destacou que “a falta de transparência é uma forma de conduzir políticas públicas que não são baseadas em evidência. Desrespeitar publicamente a ciência é não só ir contra as evidências, mas também diz respeito ao acesso à informação e liberdade de expressão. O acesso à informação é um pilar indispensável para a democracia”, analisou.

Juliana Meireles Fortaleza, pesquisadora da Secretaria de Desenvolvimento Institucional da Embrapa explicou que “os dados são considerados hoje como o novo petróleo, como ativos empresariais”. E, observou que: “a ciência aberta é uma nova forma de fazer ciência e o problema a ser investigado deve impactar o coletivo, onde cada um dos autores tem consciência de sua responsabilidade e são coautores do resultado final. Em vários países a ciência aberta tem sido discutida como um fator chave para aumentar a competitividade do país, abordando a ciência aberta na dinâmica do governo aberto”, disse.

“A ideia é pensar o acesso como uma via, não é um fim em si mesmo. Precisamos de muito mais para criar sociedades inclusivas. Mas, é impossível pensar em avanço, sem acesso”, ponderou Vanessa de Arruda Jorge, tecnologista em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

19h30 – Advocacy: uma estratégia para trazer mudanças com alto impacto social

 Daniela Castro, diretora do Pacto pelo Esporte e membro do Comitê Gestor do Rating Integra, explicou logo de início a que se propõe o advocacy. “O advocacy é mais do que um a área em uma organização, ele é uma estratégia mais ampla para trazer mudanças comportamentais, políticas e sistêmicas”, explicou.

Glaucia Barros, diretora Programática no Brasil e coordenadora da área de Governabilidade Democrática e Bens Públicos para a América Latina da Fundação Avina, destacou que a importância do primeiro passo para construção de uma visão comum. “O primeiro e mais importante passo é ter todo mundo, não com os mesmos interesses, mas sabendo que é possível fazer uma ação legítima e democrática com interesses diferentes. Aliás, acho que é isso que o mundo precisa. Mas, é importante ter uma visão de onde se quer chegar com essa ação ou essa coalizão”, observou

Isabella Henriques, diretora executiva do Instituto Alana, complementou a fala de Glaucia. “Se o caminho está bem delimitado e a meta bem definida, essas conversas e dificuldades ficam mais suaves porque você sabe porquê está fazendo aquilo”, avaliou.

Já Rodrigo Santini, líder da Marca e Missão Social na Ben & Jerry’s Brasil, analisou o contexto empresarial. “A cultura do advocacy é muito diferente da cultura empresarial. Uma negociação numa coalizão tem uma série de formas de se fazer e uma maneira política de se relacionar que é muito diferente de uma política de se relacionar numa mesa de negócios. As métricas dessa ação não são do controle de uma única organização e isso vai acontecendo ao longo do processo. Como é isso numa empresa? Essa é uma lógica muito diferente da lógica do setor empresarial”, apontou.

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