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Conferência Ethos 2020 traz análises sobre incertezas da sociedade

16/10/2020

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Evento conta com reflexões de diferentes atores sociais semanalmente

 

Vivemos repletos de incertezas e questionamentos sobre os mais variados temas, mas a Conferência Ethos 2020 tem, a cada quinta-feira, contribuído com análises e reflexões.

Para conferir o que acadêmicos, especialistas, empresários, representantes de organizações e membros da sociedade civil têm abordado, acesse o canal do Ethos no YouTube.

Acompanhe abaixo uma pequena mostra de como foram os debates:

15h20 – O Agronegócio de precisão pode se tornar um aliado para biomas e para a biodiversidade?

Paula Oda, coordenadora de Práticas Empresariais e Políticas Públicas do Instituto Ethos, foi quem mediou o painel cujo objetivo era “promover uma discussão sobre a correlação entre a agricultura e a produção considerando a preservação ambiental”.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, foi a primeira a falar e abordou sobre a importância da geração de dados, propiciados pelo uso da tecnologia. “As tecnologias digitais cada vez mais se tornam indispensáveis na cadeia produtiva […] Tecnologias que vieram da agricultura de precisão hoje nos geram dados para que possamos usá-los com base nestas informações e aliar a tecnologia de ponta”, destacou.

Fabricio Lira Figueiredo, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente do CPQD, deu continuidade à fala de Silvia, explicando a atuação da empresa que representa, quanto a um sistema de conectividade. “É muito importante ter acesso aos dados e para isso é preciso um sistema de conectividade. Observamos que há um déficit nessa questão, por isso o CPQD tem buscado contribuir com esse desafio que é enorme no país”, disse ele.

Cristiana Simão Seixas, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM) da Unicamp, falou sobre a conciliação entre a agricultura de precisão e a conservação dos biomas. “Para que possamos conciliar a agricultura e agropecuária de precisão com a conservação de biomas, precisamos validar o cadastro ambiental rural, ter uma maior intensificação dos programas de restauração e políticas que favoreçam essa regularização ambiental”, avaliou.

Carlos Eduardo de Freitas Vian, professor doutor II junto ao Departamento de Economia Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz” da Universidade de São Paulo (ESALQ USP), intensificou sua fala em explanar sobre as responsabilidades dos atores sociais. “O mundo hoje já não suporta mais que a gente espere apenas as ações do Estado. Precisamos da autogestão setorial […] Estamos aprendendo muita coisa e a união de interesses entre o setor privado, Estado e universidades será muito importante nesse processo”, concluiu.

16h40 – Decrescimento, bem viver e Green Deal – alternativas para acelerar a justiça social e ambiental

Flavia Resende, coordenadora de Projetos de Meio Ambiente do Instituto Ethos, teve uma longa conversa com Alberto Acosta, político e economista. Este diálogo busca alternativas para justiça social e ambiental. Sem justiça social não há justiça ambiental e vice-versa”, destacou Alberto que transcorreu em sua fala sobre questões como a desigualdade, as diferentes pandemias que a humanidade vive e sobre o conceito de bem-viver, entre outros.

“O bem viver não é uma etiqueta […] Por isso temos que tomar cuidado, pois há diferentes formas de se usar o conceito de bem-viver”, analisou.

O economista concluiu que “precisamos descolonizar as mentes e entender outras formas de sociedade. Uma sociedade prospera não é um projeto econômico, mas sim um projeto social, que foge ao de uma economia imperialista”.

18h00 – Vencer estereótipos e promover a integração do refugiado no mercado de trabalho brasileiro – lançamento da parceria Instituto Ethos e Visão Mundial

Marina Ferro, gerente executiva do Instituto Ethos, apresentou o novo projeto no qual o Ethos e a Visão Mundial somam esforços. “Teremos uma pesquisa para ter um primeiro diagnóstico dentro do projeto. Depois, um trabalho de sensibilização a fim de construir redes e massa crítica e depois uma carta compromisso para apresentar as empresas que já estão comprometidas com esse tema”, explicou.

João Diniz, diretor regional da Visão Mundial para América Latina e Caribe, falou sobre os desafios vivenciados pelos imigrantes e refugiados. “Entrevistamos mais de 6 mil pessoas e tivemos algumas informações. Muitas famílias, cerca de 70% tiveram grande perda de sua renda. Uma em cada três crianças sobre com desnutrição. Há também um grande problema com relação a educação, pois grande parte das crianças não está estudando, sobretudo com a pandemia”, explanou.

Diniz observou ainda o importante papel das empresas nesse contexto. “As empresas podem contribuir bastante, em identificar o potencial do mercado de trabalho, principalmente no estado de São Paulo. Queremos chegar a mais de 7 mil venezuelanos atendidos, inclusive somando outros estados do Brasil. Temos que identificar o potencial de empresas de diferentes setores que possam ofertar vagas e por outro lado a identificação das capacidades e formação que esses imigrantes têm e assim, tanto inseri-los no mercado de trabalho, quanto dar um CPF e carteira de trabalho a eles, como é feito aqui no Brasil, uma experiência a ser compartilhada com outros países”, destacou.

19h20 – Como as ONGs enfrentam a ameaça aos Direitos Humanos e precisam do apoio do setor privado para isso?

Scarlett Rodrigues, analista de Projetos do Instituto Ethos, enquanto moderadora, fez uma provocação inicial: “vocês sabem quem são os defensores e defensoras dos direitos humanos? São aqueles que através de ONGs e outros espaços trabalham para reduzir as diferenças e fortalecer a democracia”.

Marina Comandulli, oficial de campanha no Programa de Defensores de Terras e Meio Ambiente da Global Witness, falou sobre o relatório anual desenvolvido pela organização. “Os dados de nosso relatório são de 2019 e no ano passado identificamos 212 assassinatos de defensores da terra. Entre os cinco maiores três estão na América Latina, estando o Brasil em 2º lugar, mas em vários anos já esteve em 1º lugar em números absolutos. Um total de 33 casos foram na região amazônica. O setor da mineração é o que mais observamos casos no contexto global, junto a agropecuária, costumam sempre aparecer com os principais. Um grupo muito afetado é das populações de comunidades indígenas”, apresentou.

Marina Novaes, pesquisadora e representante no Brasil da Business & Human Rights Resource evidenciou que “todos nós temos o direito e a responsabilidade de proteger os direitos humanos e salvaguardar a democracia e suas instituições. Em todo o mundo as liberdades cívicas e os direitos humanos estão cada vez mais sobre ataque e o ambiente no qual a sociedade civil pode operar livremente está se estreitando”.

Já Elaine Silva de Toledo, responsável pela análise, controle contábil e plano estratégico de negócios do Alma Preta, analisou a contribuição das empresas nesse cenário. “As ONGs estão sempre lutando por recursos para realização de seus trabalhos e as empresas poderiam ajudar muito nesse sentido, pois é o principal desafio. As empresas também podem fomentar o trabalho das consultorias, para ajudar na atuação da organização da porta para dentro. E, o terceiro ponto seria o de produzir mais editais, inclusive nesse momento de pandemia para que os coletivos continuem desenvolvendo seus trabalhos para a sociedade”, explicou.

 

Foto: unplash

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