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Lourenço Bustani fala sobre inovação consciente

19/08/2014

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Considerado uma das 100 pessoas mais criativas no mundo dos negócios, o CEO global da Mandalah vai participar da Conferência Ethos 360°.

Nos dias 24 e 25 de setembro, acontecerá a Conferência Ethos, maior encontro de negócios sustentáveis da América Latina. Baseada no conceito de 360ᵒ, pelo qual os participantes poderão acompanhar de forma dinâmica as cerca de 50 atividades programadas para os dois dias do evento, o encontro deste ano dará destaque a aspectos inovadores.

Sob uma abóboda, num espaço amplo, sem paredes, com atividades conectadas por recursos multimídia e com ampla experiência do conceito, a Conferência Ethos 360° discutirá as tendências do mercado com foco em inovações e novos modelos, contando com a participação de conceituados acadêmicos, lideranças empresariais, da sociedade civil e governamentais, brasileiras e internacionais.

Como um dos preparativos, iniciamos agora uma série de entrevistas com convidados e palestrantes, para dar um gostinho de como serão as trocas de informação e os debates durante a Conferência Ethos 360°.

O primeiro entrevistado é Lourenço Bustani, fundador e CEO global da Mandalah, consultoria de inovação que une lucro e responsabilidade social em novos projetos para empresas. Ele já foi considerado uma das 100 pessoas mais criativas no mundo dos negócios pela revista americana Fast Company e esteve presente na lista dos 100 brasileiros mais influentes da revista Época.

Instituto Ethos: Como você define inovação consciente? Existe alguma relação entre inovação consciente e negócios sustentáveis?
Lourenço Bustani: Inovação consciente, na visão da Mandalah, nada mais é do que o equilíbrio entre lucro e propósito. Representa nossa busca por “qualificar” a inovação – tão necessária para as organizações –, inserindo nela consciência, ou seja, humanizando as relações. Nosso propósito é ajudar essas empresas a acelerar um processo de mudança que consiste em entender seu impacto e seu papel na sociedade e desenvolver seus negócios (produtos, serviços, estratégias) enxergando as pessoas por suas necessidades para atingir saúde e felicidade, e não apenas pelo viés restritivo de “consumidoras”.

Sobre a relação entre inovação consciente e negócios sustentáveis, sim, existe. Mas precisamos tomar cuidado com o que de fato estamos dizendo com “sustentabilidade”. Há muito tempo vivemos o sistema da compensação: organizações desenvolvendo atividades comerciais que não consideram o ser humano, pautadas no lucro e “compensando” esse peso na consciência com ações caridosas de responsabilidade social. Isso não é sustentável a longo prazo. O modelo de sustentabilidade em que acreditamos é o integral. Nele, todas as ações da organização estão pautadas em valor compartilhado e na melhoria da vida das pessoas. Isso é o que trará perenidade e não só sustentará como trará mais lucro e prosperidade no futuro.

IE: É possível fazer frente à alta competição do mercado mantendo práticas sustentáveis e responsáveis como base?
LB: Não é só possível; é o único jeito. Uma alta competição que esteja indiferente a valores humanos varrerá todos nós junto com ela. Precisamos abandonar a ideia de que cumprimos deveres comerciais enquanto “trabalhamos” e, depois, nos resta algum tempo para amar e fazer as coisas do jeito certo. Além disso, abdicar de práticas sustentáveis e responsáveis simplesmente infringe a ética e o bom senso.

IE: Qual é a importância de o tema “inovação consciente” ser discutido num evento como a Conferência Ethos?
LB: A sinergia entre inovação consciente e ethos já está na palavra. Quando falamos em ethos, nos remetemos ao conjunto de valores e comportamentos que compõem nossa essência, inclusive como sociedade. É o nosso modo de ser, nosso caráter. O nome Mandalah também remete a um mergulho para dentro das “mandalas internas” das pessoas, para que façamos emergir as verdades humanas e elas sejam o ponto de partida do que fazemos. Nesse sentido, inovação consciente é uma inovação que propõe a valorização e o respeito também ao nosso ethos.

IE: Quais são os principais desafios enfrentados pela empresa que deseja seguir um modelo de negócio inovador e sustentável?
LB: Os principais desafios são o medo da mudança, já que muitas vezes as coisas estão prosperando bem no círculo do lucro; a anestesia, fruto da competitividade acirrada e da dinâmica veloz do mercado, que impossibilitam os profissionais de sentir; a miopia, na busca por sempre bater as metas de amanhã, em vez de planejar a longo prazo uma maneira de reestruturar seu negócio para o bem; e, por fim, a falta de conhecimento de que inovação consciente rende mais financeiramente. Um estudo de John Mackey e Raj Sisodia, por exemplo, analisou um grupo de empresas com propósito entre 1996 e 2011, comparando-as com as 500 ações mais poderosas do mercado americano. O desempenho das primeiras é mais de 1.600% melhor. Aliás, 91% das pessoas já priorizam a responsabilidade das empresas em detrimento de preço e qualidade, na hora de comprar. E eu poderia listar outros números como esses, que não vão parar de crescer e acusar o inevitável.

Participe da Conferência Ethos 360ᵒ e saiba mais sobre inovação consciente. Não perca essa oportunidade, que certamente trará novas perspectivas para você e sua empresa.

Acesse o hotsite www3.ethos.org.br/ce2014 e inscreva-se!

Por Letícia Paiva, do Instituto Ethos

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