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Os Direitos Humanos, a luta das mulheres e Marielle

No Brasil acontecem 5 espancamentos a cada 2 minutos; 1 estupro a cada 11 minutos e 1 feminicídio a cada 90 minutos

18/03/2019

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No mês que marca a luta das mulheres pela igualdade ao redor do mundo, é importante ressaltar que o processo de formação, mobilização e de afirmação dos direitos e da igualdade entre homens e mulheres, iniciado no século 20, ainda carrega pautas similares na perspectiva do enfrentamento da violência contra a mulher.

O último programa Radar Responsabilidade Social abordou esse tema e Caio Magri, diretor-presidente do Ethos, ressaltou que a mobilização e a busca efetiva da igualdade e equidade entre homens e mulheres precisa continuar. Além da criação de políticas e públicas, é necessário que a legislação seja capaz de punir de forma efetiva a violência contra as mulheres.

A violência física, de fato, apresenta dados e números assustadores: 5 espancamentos a cada 2 minutos; 1 estupro a cada 11 minutos; 1 feminicídio a cada 90 minutos e 179 relatos de agressão por dia na Central de Atendimento à Mulher. Porém, além disso, a mulher ainda sofre violência no que diz respeito ao fator econômico e ao mercado de trabalho.

As mulheres são exploradas por receberem menos que os homens pela mesma função, por terem menos oportunidades de emprego e pelo fato de sua taxa de ocupação ser menor do que a dos homens, enquanto a taxa de desemprego é maior. Tal exclusão das mulheres no mercado de trabalho é global, nesse sentido, “gerar vagas de emprego decente e salário justo, principalmente para mulheres negras, é irradiar a renda e romper o ciclo da miséria”, aponta Caio. “Emprego justo com salário justo para mulheres, mulheres negras é a melhor forma de reduzir as desigualdades no país”, completa ele.

Caio enfatiza ainda que é possível buscar alternativas através das empresas para mudar esse cenário. Promover a inclusão, a equidade salarial e a igualdade no processo de oportunidades entre homens e mulheres dentro das empresas são formas de fazer a diferença, a governança pode definir prioridades de recrutamento, seleção e inclusão para garantir a igualdade de oportunidade na ascensão dentro das empresas.

Aliado a isso, o programa também abordou a perseguição a quem atua na agenda de Direitos Humanos no país um ano após o assassinato da vereadora Marielle Franco, confira o programa completo: https://bit.ly/2Fe4AVT

Por: Laís Thomaz, do Instituto Ethos

Foto: Nappy

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