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CONFERÊNCIA ETHOS

Participações nacionais e internacionais marcaram diálogos da Conferência Ethos dessa semana

23/10/2020

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Evento segue a 18 semanas transmitindo, gratuitamente, conteúdos relevantes para a sociedade

A Conferência Ethos 2020 segue firme, a cada semana, abordando temas que precisamos dialogar. Nesta quinta, 22/10, tivemos participações internacionais e nacionais falando sobre assuntos que conversam com o atual momento que vivemos e sobre os possíveis caminhos que podemos traçar. Tudo isso, disponível gratuitamente para você no canal do Ethos no YouTube.

 Abaixo, fique por dentro de algumas falas da tarde desta quinta-feira: 

 15h – A liderança pela inovação e as mudanças no setor de inovação e tecnologia provocadas pela pandemia

 Marina Ferro, gerente-executiva do Instituto Ethos, ressaltou no início do painel que a expectativa do diálogo seria abordar “o desenvolvimento econômico, sobre a perspectiva da inovação e em como acelerar a baixa emissão de carbono a partir da tecnologia”.

Soumitra Dutta, professor de Administração e ex-reitor fundador do SC Johnson College of Business na Cornell University, em Nova York, falou sobre suas conclusões nos últimos 9 meses, durante a pandemia. “Não vamos parar, a inovação será acelerada no mundo. O que verificamos nos últimos 6 meses foi incrível, com muitas partes da economia acontecendo de forma mais remota. Na minha universidade saímos de 100 pessoas atuando fisicamente, para 100 pessoas atuando online, tudo feito muito rapidamente”, disse.

Frederik van Deurs, CEO do Green Innovation Group, falou sobre os trabalhos realizado na empresa que atua. “No Green Innovation Group realizamos negócios verdes e fazemos isso porque é crucial fazermos. Estamos num ponto no qual devemos agir para que o futuro não seja catastrófico. Não há como negar isso. Trabalhamos de forma a oferecer as organizações públicas e privadas auxílio para que façam a transição verde”, explicou.

Frederik também reiterou a fala de Soumitra. “A pandemia nos levou para uma evolução tecnológica, nos mostrou que trabalhar de casa dá certo. Isso significa que teremos menos trânsito, com menos espaço de uso nos escritórios, diminuindo nosso tempo no transito e a emissão de CO²”, concluiu.

16h10 – Nada sobre nós, sem nós: o protagonismo do profissional com deficiência nos processos de inclusão

Ivone Santana, consultora, palestrante e fundadora do Instituto Modo Parités, que moderou a conversa, observou que “para inclusão das pessoas com deficiência o trabalho é gigantesco”.

Mariana Santos, líder do Grupo de Afinidade de Pessoas com Deficiência da ArcelorMittal Brasil, contou sobre a importância das empresas realizarem a inclusão. “Gosto muito da forma que ArcelorMittal acredita na representatividade e da forma que nos inclui. Sou desafiada todos os dias e ter essa experiência em liderar um grupo de afinidade é muito importante para mim. Precisamos trabalhar os vieses inconscientes e a falas capacitistas. Esse lema ‘nada sobre nós, sem nós’ é porque só nós sabemos o que passamos no dia-a-dia”, explicou.

Djalma Scartezini, gerente sênior de D&I Latam e líder da frente PcD, Refugiados e Gerações na EY, também falou sobre o capacitismo. “O capacitismo é o preconceito com as pessoas com deficiência. Que pode surgir em falas como ‘você é deficiente, mas é bonito’ e até em piadas e segregação”. Djalma analisou ainda as dificuldades vivenciadas por outros grupos que muitas vezes se vêm excluídos das empresas. “A dificuldade para a mulher e sobretudo a mulher negra com deficiência é ainda maior que para o homem branco com deficiência. Temos que incluir mulheres, negros, LGBT…e todos nossos pares que estão do lado de lá do balcão. Temos que buscar nossas cadeiras, pois eu nunca tive a minha cadeira disponível. Em tese, o mundo não é feito para nós, então temos que lutar por nossas oportunidades”, avaliou.

17h20 – 10 anos de Pró-Ética – a trajetória e o estímulo às boas práticas de integridade

Paula Oda, coordenadora de Projetos de Integridade do Instituto Ethos, abriu o painel contando que a iniciativa Pró-Ética foi formulada antes mesmo do Empresa Limpa e sobre como adquiriu reconhecimento. “Vemos interesse de outros países em replicar a iniciativa Pró-Ética e aqui no Brasil já temos desdobramento como o Selo Agro Mais”, pontuou.

Thiago Braga Smarzaro, auditor federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU), observou o cenário das empresas em relação às práticas de integridade. “Era nítido que as empresas brasileiras precisavam de um entendimento nesse sentido. Nós já tínhamos consciência, até por conta de um movimento internacional muito forte nesse sentido. Com a Lava-Jato a percepção das empresas da necessidade de saberem sobre compliance se acentuou. Elas perceberam que precisavam se estruturar a partir de programas de integridade”, avaliou.

Gilberto Socoloski, analista técnico da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, contou que “a primeira missão era fazer chegar aos empresários de forma mais palatável os conceitos de compliance”. E, ele ainda pontuou sobre a necessidade do Pró-Ética considerar diferenciais nas exigências dos pequenos negócios. “É importante o tratamento diferenciado as micro e pequenas empresas não exigindo destas o cumprimento de determinados parâmetros […] Defendemos (o Sebrae) que os pequenos negócios sejam avaliados de forma diferenciada no Pró-Ética, dentre os 16 critérios, 7 não precisariam ser atendidos pelos pequenos negócios”, explicou.

18h20 – ICTS Protiviti oferece: ESG – O que as empresas precisam fazer para que o assunto saia do papel?

Daniela Coelho, diretora associada de Riscos e Performance e líder de Prática ESG na ICTS Protiviti, explicou como o tema ESG está em voga na atualidade. “Quando falamos de ESG sempre pensamos em sustentabilidade e nesse ano, com a questão da Black Rock, essa questão se acentuo, aconselho que quem não leu a carta, que o faça”.

Daniel Guerra Linhares, diretor executivo na Localiza, falou das experiências da empresa. “É muito importante como a gestão da empresa se estrutura. Criamos um comitê de sustentabilidade e o desdobramento de tudo isso acontece em nosso modelo de planejamento estratégico […] É importante a gente olhar para as organizações que são referências globais em ESG para se inspirar nessas práticas. Boa parte de nosso desenho veio de alguns benchmarkings que a gente fez”, revelou.

Jefferson Kiyohara, diretor de Compliance na ICTS Protiviti, explicou como o ESG é para todas as empresas. “Muitas organizações podem se assustar ao ver um programa maduro como a Localiza e querem saber por onde começar. Todo esse processo é uma jornada, não é como comprar uma roupa, escolhida na vitrine de uma loja. É um trabalho contínuo e multidisciplinar […] Algumas pessoas ficam com a impressão de que se não for uma empresa grande o ESG não é para ela. Mas, estamos falando de formatos diferentes para realidades específicas. Estamos falando de ter um código de ética, de ter um plano de sucessão, de ações sociais como filantropa e até o fomento à diversidade. É preciso entender que os pilares ESG existem para ajudar o negócio a ter perenidade”, ponderou.

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